CCV_Hades
22-10-2013, 10:10 AM
Médicos Sem Fronteiras emitiram comunicado sobre situação no país.
País mergulhou no caos desde o último golpe de Estado, em março.
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A Organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta em um comunicado divulgado nesta semana que "dezenas de milhares de pessoas fugiram durante nova onda de ataques e assassinatos brutais perpetrados por grupos armados e forças do governo no noroeste da República Centro-Africana (RCA)". Segundo a organização, mais de 30 mil deslocados internos estão na cidade de Bossangoa e no entorno, vivendo em condições precárias, "com acesso limitado ou inexistente a abrigo, água limpa, alimento e saneamento".
“No último mês, tratamos mais de 60 pessoas em Bossangoa com ferimentos resultantes da violência, principalmente tiros e golpes de machete, incluindo mulheres e crianças”, relatou a cirurgiã Erna Rijinierse, no comunicado dos Médicos Sem Fronteiras, que atua desde 1996 na região.
A República Centro-Africana mergulhou no caos desde que rebeldes da etnia seleka, majoritariamente muçulmanos, depuseram o presidente François Bozize, em março, no mais recente golpe de Estado no país, que continua sendo um dos mais pobres do mundo, apesar da existência de recursos naturais como ouro e urânio.
Segundo o MSF, em Bossangoa cerca de 28 mil pessoas estão abrigadas em uma Missão Católica, outras 1.200 estão em um hospital - o que transformou metade do prédio em um acampamento improvisado - e outras mil estão buscando abrigo próximo a uma pista de pouso. "Os lugares estão superlotados e as pessoas cozinham, comem, dormem e defecam no mesmo local. Sob essas condições de saúde desastrosas, o risco de surtos de doenças é alto”, afirma no comunicado Ellen Van der Velden, coordenadora geral da ONG no país, logo após visitar os locais.
Na metade de outubro, a França anunciou que iria reforçar a sua presença militar na República Centro-Africana até o final do ano sob uma próxima resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) para ajudar a impedir que o país saia do controle.
A França pediu que potências mundiais e regionais não ignorem o conflito que provocou a expulsão de mais de 400 mil pessoas de suas casas por atos de violência, como homicídio e estupro.
Atualmente, a França tem cerca de 400 tropas em Bangui, protegendo o aeroporto e os interesses franceses. Fabius não disse quantos soldados serão enviados, mas fontes disseram à agência de notícias Reuters que os números poderiam ser aumentados para cerca de 700 a 750.
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Fonte:http://g1.globo.com/
País mergulhou no caos desde o último golpe de Estado, em março.
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A Organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta em um comunicado divulgado nesta semana que "dezenas de milhares de pessoas fugiram durante nova onda de ataques e assassinatos brutais perpetrados por grupos armados e forças do governo no noroeste da República Centro-Africana (RCA)". Segundo a organização, mais de 30 mil deslocados internos estão na cidade de Bossangoa e no entorno, vivendo em condições precárias, "com acesso limitado ou inexistente a abrigo, água limpa, alimento e saneamento".
“No último mês, tratamos mais de 60 pessoas em Bossangoa com ferimentos resultantes da violência, principalmente tiros e golpes de machete, incluindo mulheres e crianças”, relatou a cirurgiã Erna Rijinierse, no comunicado dos Médicos Sem Fronteiras, que atua desde 1996 na região.
A República Centro-Africana mergulhou no caos desde que rebeldes da etnia seleka, majoritariamente muçulmanos, depuseram o presidente François Bozize, em março, no mais recente golpe de Estado no país, que continua sendo um dos mais pobres do mundo, apesar da existência de recursos naturais como ouro e urânio.
Segundo o MSF, em Bossangoa cerca de 28 mil pessoas estão abrigadas em uma Missão Católica, outras 1.200 estão em um hospital - o que transformou metade do prédio em um acampamento improvisado - e outras mil estão buscando abrigo próximo a uma pista de pouso. "Os lugares estão superlotados e as pessoas cozinham, comem, dormem e defecam no mesmo local. Sob essas condições de saúde desastrosas, o risco de surtos de doenças é alto”, afirma no comunicado Ellen Van der Velden, coordenadora geral da ONG no país, logo após visitar os locais.
Na metade de outubro, a França anunciou que iria reforçar a sua presença militar na República Centro-Africana até o final do ano sob uma próxima resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) para ajudar a impedir que o país saia do controle.
A França pediu que potências mundiais e regionais não ignorem o conflito que provocou a expulsão de mais de 400 mil pessoas de suas casas por atos de violência, como homicídio e estupro.
Atualmente, a França tem cerca de 400 tropas em Bangui, protegendo o aeroporto e os interesses franceses. Fabius não disse quantos soldados serão enviados, mas fontes disseram à agência de notícias Reuters que os números poderiam ser aumentados para cerca de 700 a 750.
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Fonte:http://g1.globo.com/