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05-09-2013, 03:12 PM
Dilma adia viagem de equipe que prepararia visita aos EUA
http://p1-cdn.trrsf.com/image/fget/cf/707/530/92/0/407/305/images.terra.com/2013/09/04/manchetes-politica-dilma-furiosa.JPG
A presidente Dilma Rousseff adiou a viagem que uma comitiva deveria fazer neste sábado aos Estados Unidos para preparar sua visita de Estado a Washington no dia 23 de outubro, Ã espera de explicações sobre denúncias de espionagem americana ao Brasil.
"A missão técnica foi adiada", disse à AFP um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, que não informou as razões da decisão.
"A previsão é que ocorra" posteriormente, acrescentou.
Pouco antes, a Presidência havia anunciado que a viagem de agentes de segurança e diplomatas no sábado a Washington para preparar a visita de Estado de Dilma havia sido cancelada.
"Esperamos esclarecimentos de maneira formal do governo americano" sobre as denúncias de que as comunicações da presidente e de vários de seus assessores foram alvo de espionagem, e eles ainda não chegaram, disse o porta-voz do Itamaraty, sede da diplomacia brasileira.
Os Estados Unidos indicaram nesta quinta-feira que Dilma e o presidente Barack Obama possivelmente conversarão de maneira informal sobre o tema à margem da cúpula do G20 em São Petersburgo, na Rússia.
"Sei que eles (Obama e Dilma) estão se encontrando, acredito que estejam se sentando lado a lado nas sessões do G20 neste momento, então estou certo de que terão uma oportunidade para conversar", disse Ben Rhodes, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, que indicou não estar ciente da suspensão da missão preparatória da viagem de Dilma a Washington.
"Entendemos como isso é importante para os brasileiros (...) Trabalharemos com os brasileiros para que tenham uma compreensão melhor do que fazemos e do que não fazemos, e para ter uma compreensão de suas preocupações", indicou Rhodes em São Petersburgo, consultado sobre as denúncias de espionagem.
A primeira visita de Estado de Dilma a Washington, a primeira oferecida por Obama a um presidente estrangeiro este ano, está marcada para o dia 23 de outubro há meses.
O governo brasileiro classificou na segunda-feira de "inadmissível e inaceitável" a suposta espionagem dos Estados Unidos a Dilma e seus assessores, denunciada no domingo pela Rede Globo, e pediu explicações rápidas (para esta semana), formais e por escrito.
A Agência Nacional de Inteligência (NSA, em inglês) também interceptou comunicações do presidente mexicano Enrique Peña Nieto quando ele era candidato presidencial em 2012, segundo a TV Globo.
Peña Nieto pediu por telefone a Barack Obama que o presidente americano investigue as denúncias e, se for comprovado, aplique punições, segundo declarações feitas em São Petersburgo e divulgadas nesta quinta-feira por uma rádio mexicana.
Na conversa telefônica, "o governo do México pediu do governo americano uma investigação profunda. (...) Se tiverem havido ações fora dos acordos internacionais e fora da lei, devem ser aplicadas as sanções correspondentes", declarou Peña Nieto, que participa junto a Obama da cúpula do G20.
Em julho, o jornal O Globo informou que o Brasil tinha feito parte de uma rede de 16 bases de espionagem operadas pelos serviços de inteligência americanos, que teriam interceptado milhares de chamadas telefônicas e e-mails de cidadãos.
As denúncias se baseiam em documentos da NSA cedidos pelo jornalista americano Gleen Greenwald, para quem o ex-consultor da NSA Edward Snowden, asilado na Rússia e acusado nos Estados Unidos de espionagem, vazou o material.
"Todas as explicações dadas (pelos Estados Unidos), desde o início destes episódios, se revelam falsas", disse na terça-feira o ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, em referência aos esclarecimentos que as autoridades americanas deram sobre as denúncias publicadas pelo O Globo em julho.
O Brasil deixou claro que não está satisfeito com as explicações iniciais dos Estados Unidos, que defenderam na época a interceptação de comunicações como uma forma de lutar contra o terrorismo e afirmaram não ter espionado comunicações de pessoas concretas.
"É mais grave do que parecia à primeira vista", disse Bernardo.
"É espionagem de caráter comercial, industrial e interesse (dos Estados Unidos) em saber de questões como o pré-sal e outras de peso econômico e comercial", acrescentou.
Mas o ministro sustentou que a solução deve ser diplomática. "Somos amigos, temos relações diplomáticas há 200 anos, e a diplomacia é o caminho para resolver isso", disse.
Fonte: Terra (http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/dilma-adia-viagem-de-equipe-que-prepararia-visita-aos-eua,89a3aaa4aa9e0410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html)
Notícia anterior a essa, vale ler: Obama se explicará pessoalmente a Dilma sobre espionagem, diz assessor (http://noticias.terra.com.br/brasil/obama-se-explicara-pessoalmente-a-dilma-sobre-espionagem-diz-assessor,1141aaa4aa9e0410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD. html)
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A presidente Dilma Rousseff adiou a viagem que uma comitiva deveria fazer neste sábado aos Estados Unidos para preparar sua visita de Estado a Washington no dia 23 de outubro, Ã espera de explicações sobre denúncias de espionagem americana ao Brasil.
"A missão técnica foi adiada", disse à AFP um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, que não informou as razões da decisão.
"A previsão é que ocorra" posteriormente, acrescentou.
Pouco antes, a Presidência havia anunciado que a viagem de agentes de segurança e diplomatas no sábado a Washington para preparar a visita de Estado de Dilma havia sido cancelada.
"Esperamos esclarecimentos de maneira formal do governo americano" sobre as denúncias de que as comunicações da presidente e de vários de seus assessores foram alvo de espionagem, e eles ainda não chegaram, disse o porta-voz do Itamaraty, sede da diplomacia brasileira.
Os Estados Unidos indicaram nesta quinta-feira que Dilma e o presidente Barack Obama possivelmente conversarão de maneira informal sobre o tema à margem da cúpula do G20 em São Petersburgo, na Rússia.
"Sei que eles (Obama e Dilma) estão se encontrando, acredito que estejam se sentando lado a lado nas sessões do G20 neste momento, então estou certo de que terão uma oportunidade para conversar", disse Ben Rhodes, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, que indicou não estar ciente da suspensão da missão preparatória da viagem de Dilma a Washington.
"Entendemos como isso é importante para os brasileiros (...) Trabalharemos com os brasileiros para que tenham uma compreensão melhor do que fazemos e do que não fazemos, e para ter uma compreensão de suas preocupações", indicou Rhodes em São Petersburgo, consultado sobre as denúncias de espionagem.
A primeira visita de Estado de Dilma a Washington, a primeira oferecida por Obama a um presidente estrangeiro este ano, está marcada para o dia 23 de outubro há meses.
O governo brasileiro classificou na segunda-feira de "inadmissível e inaceitável" a suposta espionagem dos Estados Unidos a Dilma e seus assessores, denunciada no domingo pela Rede Globo, e pediu explicações rápidas (para esta semana), formais e por escrito.
A Agência Nacional de Inteligência (NSA, em inglês) também interceptou comunicações do presidente mexicano Enrique Peña Nieto quando ele era candidato presidencial em 2012, segundo a TV Globo.
Peña Nieto pediu por telefone a Barack Obama que o presidente americano investigue as denúncias e, se for comprovado, aplique punições, segundo declarações feitas em São Petersburgo e divulgadas nesta quinta-feira por uma rádio mexicana.
Na conversa telefônica, "o governo do México pediu do governo americano uma investigação profunda. (...) Se tiverem havido ações fora dos acordos internacionais e fora da lei, devem ser aplicadas as sanções correspondentes", declarou Peña Nieto, que participa junto a Obama da cúpula do G20.
Em julho, o jornal O Globo informou que o Brasil tinha feito parte de uma rede de 16 bases de espionagem operadas pelos serviços de inteligência americanos, que teriam interceptado milhares de chamadas telefônicas e e-mails de cidadãos.
As denúncias se baseiam em documentos da NSA cedidos pelo jornalista americano Gleen Greenwald, para quem o ex-consultor da NSA Edward Snowden, asilado na Rússia e acusado nos Estados Unidos de espionagem, vazou o material.
"Todas as explicações dadas (pelos Estados Unidos), desde o início destes episódios, se revelam falsas", disse na terça-feira o ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, em referência aos esclarecimentos que as autoridades americanas deram sobre as denúncias publicadas pelo O Globo em julho.
O Brasil deixou claro que não está satisfeito com as explicações iniciais dos Estados Unidos, que defenderam na época a interceptação de comunicações como uma forma de lutar contra o terrorismo e afirmaram não ter espionado comunicações de pessoas concretas.
"É mais grave do que parecia à primeira vista", disse Bernardo.
"É espionagem de caráter comercial, industrial e interesse (dos Estados Unidos) em saber de questões como o pré-sal e outras de peso econômico e comercial", acrescentou.
Mas o ministro sustentou que a solução deve ser diplomática. "Somos amigos, temos relações diplomáticas há 200 anos, e a diplomacia é o caminho para resolver isso", disse.
Fonte: Terra (http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/dilma-adia-viagem-de-equipe-que-prepararia-visita-aos-eua,89a3aaa4aa9e0410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html)
Notícia anterior a essa, vale ler: Obama se explicará pessoalmente a Dilma sobre espionagem, diz assessor (http://noticias.terra.com.br/brasil/obama-se-explicara-pessoalmente-a-dilma-sobre-espionagem-diz-assessor,1141aaa4aa9e0410VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD. html)