CCV_Slark
25-07-2013, 08:27 AM
GALO BATE OLIMPIA NOS PNALTIS E CAMPEO DA LIBERTADORES
“Mas quando o lado heroico do Atltico prevalece, ele sempre sai de campo glorificado” (DRUMMOND, Roberto)
O Atltico-MG campeo da Libertadores. O Atltico-MG campeo da Libertadores. O Atltico-MG campeo da Libertadores... Leia, releia, diga, repita, fale no espelho para ver se acredita. Acredita. Acredita sempre!
O Atltico-MG da f, dos dribles, da raa, da torcida, dos versos de Drummond, da voz de Beth Carvalho. O Atltico-MG dos pnaltis, de uma idolatria sem tamanho, sem fronteiras, que foi à Bolvia, à Argentina, a So Paulo, ao Mxico, ao Paraguai, e terminou no Mineiro com um final feliz, esperado, desejado.
Os campees do gelo fervem! Derretem os coraes de sua Massa apaixonada. Com tudo, absolutamente tudo a que tm direito. Nenhuma palavra vai explicar a vitria por 2 a 0 sobre o Olimpia no tempo normal, o 0 a 0 da prorrogao, os 4 a 3 nos pnaltis.
As lembranas de cada pessoa que foi ao estdio ou viu pela televiso contaro à sua maneira como a bola passava a um fiapo de cabelo dos ps de Bernard, mas no entrava. Como os chutes de Diego Tardelli e Ronaldinho teimavam em encontrar obstculos.
A eternidade vai tratar de dar uma satisfao a Ferreyra, que poderia ter exterminado o sonho atleticano, mas escorregou. Teria sido o olhar de So Victor, que j ficara para trs? Teria sido a camiseta de Cuca? E o que provocou a expulso de Manzur logo em seguida? E segundos depois, o gol de Leonardo Silva, de onde veio? De onde ele surgiu?
Algum, um dia, conseguir dizer como os jogadores tiveram tanta calma e categoria para se encaminharem diretamente para a histria.
O jogo que comeou no dia 24 e terminou em 25 de julho de 2013. Belo Horizonte, hoje, branca e preta. Luta, luta, luta com toda raa para vencer. E faz as malas rumo ao Marrocos, onde alguns duelos memorveis podem acontecer: Cuca contra Guardiola, Ronaldinho versus Schweinsteiger... Que venha o Bayern! E que o mundo descubra, em dezembro, o impondervel, a paixo e a f que moveram o Galo ao melhor e maior dia de sua histria.
http://s2.glbimg.com/LrRjtkqiqvAFjHgygvktH36PqUk=/620x390/top/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2013/07/25/atleticomg_festa_afp.jpg_95.jpg
Esperana, angstia, medo e alegria
Assim que Wilmar Roldn encerrou a primeira etapa, Cuca foi apressado ao vestirio. Pensava no que fazer. Talvez pedindo uma luz à Virgem da camiseta e do corao. A luz veio em forma de Rosinei. E que luz rpida... Um minuto! O cruzamento dele no foi perfeito, mas Pittoni furou. A bola encontrou J, aquele a que todos procuravam. Gol! A Massa tirou o grito do peito.
http://s2.glbimg.com/fRjh8L3nPKJXBurfLlnAXqYvXko=/620x349/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2013/07/24/leonardosilva_golatleticomg_reu.jpg_95.jpg
J virou artilheiro isolado da Libertadores com sete gols, mas queria mais. Recebeu outra vez de Rosinei e tentou duas vezes. Uma nas mos de Silva, outra para fora.
Faltava um. S um... To pouco para o ataque que j fez quatro aqui, cinco ali. Mas uma enormidade para chegar ao ttulo. Que rudo era aquele no Mineiro? Era esperana, aflio. Era inexplicvel. O Olimpia se tornou absolutamente coadjuvante. Pareciam fantoches à espera do que aconteceria. Eles tambm tm f. Como devem ter orado...
Como explicar o chute de Diego Tardelli, sem goleiro, por cima do gol? Estava impedido, o que alivia o erro incrvel. Ele saiu logo depois, e entrou Guilherme. Substituio tambm de f, de confiana em sua tcnica, de superstio na expectativa que ele repetisse a semifinal e fizesse o segundo gol salvador.
Como explicar o escorrego de Ferreyra, sem goleiro, sem ningum à sua frente? Ele no estava impedido. Um lance incrvel, surreal, que arrancou mais um coro de “Eu acredito!”. Coro reforado com a expulso de Manzur. E era pra acreditar mesmo.
Como explicar que Leonardo Silva tenha precisado de trs cabeadas? Na primeira, no foi possvel espichar o travesso para que ela entrasse. Na segunda, no foi possvel tirar Martn Silva do caminho. Na terceira no houve trave ou goleiro que impedisse a catarse mineira, o delrio do "uai", a exploso absoluta de alegria. Alegria, alegria, alegria...
O Galo tinha um jogador a mais, 56 mil torcedores a mais e 30 minutos mais para entrar na histria.
http://s2.glbimg.com/S8acbwVENtDhxN1G73fO75glMcU=/620x390/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2013/07/25/bernard_atleticomg_efe.jpg_95.jpg
O ato final
9-0-0. Ok, no era bem esse o esquema do Olimpia na prorrogao, mas era quase esse. Contra a pacincia do Galo, que virava para c, para l, achava espaos. A bola area era um trunfo. Rver acertou o travesso. “O Galo o time da virada, o Galo o time do amor!”. Josu, que jogador. Grande, vitorioso. Que chutao. E que defesa do timo Martn Silva, uruguaio cone da resistncia paraguaia.
Na teoria, 9-0-0. Na prtica, o esquema era “no tem mais jogo”. Valia puxar o brao de Victor, ir direto ao corpo de Bernard... Valia tudo. O Olimpia queria pnaltis. De novo?
Cuca j estava sem agasalho. Sem ar. Sem unhas. O Galo no pressionou como se esperava. Bravos paraguaios, valorosos. Bernard desabou, sem a menor condio de jogar. Mas voltou. Falta para o Olimpia. Igualzinha àquela em Assuno. No mesmo lugar, no mesmo p direito de Pittoni. Alecsandro dessa vez no correu para o gol. A bola saiu. Pnaltis. De novo!
Todas as oraes a Victor. Todas. At Miranda parecia devoto. O zagueiro abriu as cobranas to mal... Como se o goleiro precisasse de ajuda. Pegou no meio do gol. Alecsandro pensou, olhou, bateu com perfeio e reverenciou o pblico. Ferreyra tambm bateu mal, mas fez. Era a vez de Guilherme, o talism. Categoria pura. Galo na frente!
Canda bateu no meio. Fez o simples, fez o gol. J no perdoou. Gols em decises por pnaltis no contam na artilharia do torneio. Nem precisou. Na cobrana de Aranda, So Victor mal viu a bola. Indefensvel. Assim como o chute de Lo Silva, zagueiro que tem calma de centroavante para botar a bola na rede.
Se Gimnez errar... Se So Victor pegar, o Galo campeo. Se a bola no entrar, o Galo campeo. Era esse o cenrio no Mineiro quando Gimnez tomou distncia. A torcida sabia que acabaria ali. A bola acertou o travesso, acertou o corao de milhares, milhes de atleticanos. Milhes de campees. Valeu a pena acreditar!
http://s2.glbimg.com/6GWO0d4RIpkd6CxWENGqQRz3KYQ=/620x390/top/s.glbimg.com/es/ge/f/original/2013/07/25/cuca_comemoracao_afp.jpg_95.jpg
Fonte:G1 Esportes (http://globoesporte.globo.com/jogo/libertadores-2013/24-07-2013/atletico-mg-olimpia.html)
“Mas quando o lado heroico do Atltico prevalece, ele sempre sai de campo glorificado” (DRUMMOND, Roberto)
O Atltico-MG campeo da Libertadores. O Atltico-MG campeo da Libertadores. O Atltico-MG campeo da Libertadores... Leia, releia, diga, repita, fale no espelho para ver se acredita. Acredita. Acredita sempre!
O Atltico-MG da f, dos dribles, da raa, da torcida, dos versos de Drummond, da voz de Beth Carvalho. O Atltico-MG dos pnaltis, de uma idolatria sem tamanho, sem fronteiras, que foi à Bolvia, à Argentina, a So Paulo, ao Mxico, ao Paraguai, e terminou no Mineiro com um final feliz, esperado, desejado.
Os campees do gelo fervem! Derretem os coraes de sua Massa apaixonada. Com tudo, absolutamente tudo a que tm direito. Nenhuma palavra vai explicar a vitria por 2 a 0 sobre o Olimpia no tempo normal, o 0 a 0 da prorrogao, os 4 a 3 nos pnaltis.
As lembranas de cada pessoa que foi ao estdio ou viu pela televiso contaro à sua maneira como a bola passava a um fiapo de cabelo dos ps de Bernard, mas no entrava. Como os chutes de Diego Tardelli e Ronaldinho teimavam em encontrar obstculos.
A eternidade vai tratar de dar uma satisfao a Ferreyra, que poderia ter exterminado o sonho atleticano, mas escorregou. Teria sido o olhar de So Victor, que j ficara para trs? Teria sido a camiseta de Cuca? E o que provocou a expulso de Manzur logo em seguida? E segundos depois, o gol de Leonardo Silva, de onde veio? De onde ele surgiu?
Algum, um dia, conseguir dizer como os jogadores tiveram tanta calma e categoria para se encaminharem diretamente para a histria.
O jogo que comeou no dia 24 e terminou em 25 de julho de 2013. Belo Horizonte, hoje, branca e preta. Luta, luta, luta com toda raa para vencer. E faz as malas rumo ao Marrocos, onde alguns duelos memorveis podem acontecer: Cuca contra Guardiola, Ronaldinho versus Schweinsteiger... Que venha o Bayern! E que o mundo descubra, em dezembro, o impondervel, a paixo e a f que moveram o Galo ao melhor e maior dia de sua histria.
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Esperana, angstia, medo e alegria
Assim que Wilmar Roldn encerrou a primeira etapa, Cuca foi apressado ao vestirio. Pensava no que fazer. Talvez pedindo uma luz à Virgem da camiseta e do corao. A luz veio em forma de Rosinei. E que luz rpida... Um minuto! O cruzamento dele no foi perfeito, mas Pittoni furou. A bola encontrou J, aquele a que todos procuravam. Gol! A Massa tirou o grito do peito.
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J virou artilheiro isolado da Libertadores com sete gols, mas queria mais. Recebeu outra vez de Rosinei e tentou duas vezes. Uma nas mos de Silva, outra para fora.
Faltava um. S um... To pouco para o ataque que j fez quatro aqui, cinco ali. Mas uma enormidade para chegar ao ttulo. Que rudo era aquele no Mineiro? Era esperana, aflio. Era inexplicvel. O Olimpia se tornou absolutamente coadjuvante. Pareciam fantoches à espera do que aconteceria. Eles tambm tm f. Como devem ter orado...
Como explicar o chute de Diego Tardelli, sem goleiro, por cima do gol? Estava impedido, o que alivia o erro incrvel. Ele saiu logo depois, e entrou Guilherme. Substituio tambm de f, de confiana em sua tcnica, de superstio na expectativa que ele repetisse a semifinal e fizesse o segundo gol salvador.
Como explicar o escorrego de Ferreyra, sem goleiro, sem ningum à sua frente? Ele no estava impedido. Um lance incrvel, surreal, que arrancou mais um coro de “Eu acredito!”. Coro reforado com a expulso de Manzur. E era pra acreditar mesmo.
Como explicar que Leonardo Silva tenha precisado de trs cabeadas? Na primeira, no foi possvel espichar o travesso para que ela entrasse. Na segunda, no foi possvel tirar Martn Silva do caminho. Na terceira no houve trave ou goleiro que impedisse a catarse mineira, o delrio do "uai", a exploso absoluta de alegria. Alegria, alegria, alegria...
O Galo tinha um jogador a mais, 56 mil torcedores a mais e 30 minutos mais para entrar na histria.
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O ato final
9-0-0. Ok, no era bem esse o esquema do Olimpia na prorrogao, mas era quase esse. Contra a pacincia do Galo, que virava para c, para l, achava espaos. A bola area era um trunfo. Rver acertou o travesso. “O Galo o time da virada, o Galo o time do amor!”. Josu, que jogador. Grande, vitorioso. Que chutao. E que defesa do timo Martn Silva, uruguaio cone da resistncia paraguaia.
Na teoria, 9-0-0. Na prtica, o esquema era “no tem mais jogo”. Valia puxar o brao de Victor, ir direto ao corpo de Bernard... Valia tudo. O Olimpia queria pnaltis. De novo?
Cuca j estava sem agasalho. Sem ar. Sem unhas. O Galo no pressionou como se esperava. Bravos paraguaios, valorosos. Bernard desabou, sem a menor condio de jogar. Mas voltou. Falta para o Olimpia. Igualzinha àquela em Assuno. No mesmo lugar, no mesmo p direito de Pittoni. Alecsandro dessa vez no correu para o gol. A bola saiu. Pnaltis. De novo!
Todas as oraes a Victor. Todas. At Miranda parecia devoto. O zagueiro abriu as cobranas to mal... Como se o goleiro precisasse de ajuda. Pegou no meio do gol. Alecsandro pensou, olhou, bateu com perfeio e reverenciou o pblico. Ferreyra tambm bateu mal, mas fez. Era a vez de Guilherme, o talism. Categoria pura. Galo na frente!
Canda bateu no meio. Fez o simples, fez o gol. J no perdoou. Gols em decises por pnaltis no contam na artilharia do torneio. Nem precisou. Na cobrana de Aranda, So Victor mal viu a bola. Indefensvel. Assim como o chute de Lo Silva, zagueiro que tem calma de centroavante para botar a bola na rede.
Se Gimnez errar... Se So Victor pegar, o Galo campeo. Se a bola no entrar, o Galo campeo. Era esse o cenrio no Mineiro quando Gimnez tomou distncia. A torcida sabia que acabaria ali. A bola acertou o travesso, acertou o corao de milhares, milhes de atleticanos. Milhes de campees. Valeu a pena acreditar!
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Fonte:G1 Esportes (http://globoesporte.globo.com/jogo/libertadores-2013/24-07-2013/atletico-mg-olimpia.html)