CCV_PaTo__Balrog
10-04-2012, 04:30 PM
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A empresa que hospeda os servidores do Megaupload enviou um documento à Justiça dos Estados Unidos afirmando que vai manter os arquivos dos mais de 50 milhões de usuários do serviço de compartilhamento de arquivos enquanto o processo é julgado. O Megaupload (http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/01/19/fbi-bloqueia-megaupload-por-distribuicao-massiva-de-pirataria-na-internet.jhtm)foi fechado em janeiro pelo FBI sob a acusação de promover pirataria em massa na internet.
Em documento à Corte Federal de Virginia (EUA), a Carpathia Hosting afirma que “não está em posição de decidir se vai destruir ou manter os dados do Megaupload sem a orientação da Justiça americana". “As alegações dos réus são suficientemente razoáveis ao afirmarem que sem uma ordem da Corte seria imprudente por parte da Carpathia ignorá-la e reconfigurar os servidores”, dizem os representantes da empresa no texto.
A empresa prossegue explicando que, enquanto o governo afirma que apenas uma amostra dos arquivos do Megaupload hospedados pela Carpathia seriam suficientes para levar adiante o processo judicial, outras partes alegam que os dados precisam ser mantidos integralmente.
O Megaupload pediu a preservação dos arquivos para preparar sua defesa para o julgamento, enquanto a EFF (Fundação Fronteira Eletrônica), que defende a liberdade de expressão para meios digitais, requisitou à Justiça do país a devolução dos dados aos usuários do serviço (http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/03/12/megaupload-luta-para-recuperar-arquivos-de-usuarios-lesados-com-fechamento-do-servico.jhtm).
A empresa de hospedagem pede à corte, no entanto, que os custos para a manutenção dos arquivos sejam assumidos pelas partes que têm interesse em mantê-los.
Desde de janeiro havia rumores sobre a possibilidade da Carpathia Hosting deletar arquivos de usuários do Megaupload, uma vez que os fundos da empresa foram congelados pelas autoridades, impossibilitando o pagamento à companhia de hospedagem de servidores.
Até que a corte finalize o julgamento, os dados estão à salvo, afirma o blog “Torrent Freak”. Mas se a Justiça americana decidir no final do processo que os dados devem ser apagados, o Carpathia terá de cumprir a ordem.
Acusações
Os EUA – que querem extraditar Dotcom -- tiraram o Megaupload do ar em janeiro por considerar que o site faz parte de "uma organização delitiva responsável por uma enorme rede de pirataria virtual mundial". A página teria causado mais de US$ 500 milhões em perdas ao transgredir os direitos de propriedade intelectual de companhias. Segundo autoridades, o serviço rendeu a seu fundador, somente em 2011, US$ 42 milhões.
O detalhamento da ação inclui lavagem de dinheiro e infrações graves de direitos autorais. A acusação diz ainda que o MegaUpload recompensava usuários -- o documento não detalha quanto -- que subiam para o site os programas mais baixados. Aqueles que faziam upload de conteúdos ilegais, como cópias de programas e DVDs de filmes populares, eram os mais bem pagos. A pena máxima pelos crimes é de 20 anos.
Dotcom tem residência fixa na Nova Zelândia e seu site era baseado em Hong Kong -- lá o serviço Megaupload está barrado desde 2009. Os serviços do Megaupload também tinham sido anteriormente bloqueados na Índia e na Malásia.
“Indústria do crime”
O FBI definiu os negócios de Kim Schmitz como “indústria do crime”. “Por mais de cinco anos, o site operou de forma ilegal reproduzindo e distribuindo cópias de trabalhos protegidos por direitos autorais, incluindo filmes – disponíveis no site antes do lançamento –, músicas, programas de TV, livros eletrônicos e softwares da área de negócios e entretenimento”, diz o órgão.
De acordo com o FBI, o modelo de negócios do site de compartilhamento de arquivos promovia o upload de cópias ilegais. Tanto é que o usuário era recompensado pelo site quando incluía arquivos que eram baixados muitas vezes. Além disso, o Megaupload pagava usuários para criação de sites com links que levavam para o serviço.
Conforme alegado no processo, os administradores do site não colaboraram na remoção de contas que infringiam direitos autorais, quando solicitados pelas autoridades. Para citar o “descaso” da empresa, o FBI comenta que quando solicitado, o site ia lá e removia apenas uma cópia, deixando disponível outras milhares de cópias do arquivo pirateado.
Milionário excêntrico
Kim Schmitz, que fez 38 anos na prisão, foi detido na mansão onde morava com a mulher grávida e os três filhos em Coatesville. Apesar de casado, o milionário era famoso por estar sempre rodeado de belas mulheres.
A casa onde ele foi preso está avaliada em US$ 30 milhões (cerca de R$ 52,7 milhões). Apesar de ter gasto cerca de R$ 5,7 milhões em uma reforma, a mansão não pertence a Dotcom: ele tentou comprá-la, mas não teve sucesso por causa de problemas na Justiça. Fez então um contrato de leasing com o proprietário.
Os policiais confiscaram ainda vários veículos de Dotcom, entre eles um Cadillac rosa de 1959 e um Rolls Royce Phantom -- este último avaliado em mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 705 mil). Também foram confiscados jet skis.
Fonte: Uol (http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/04/10/arquivos-do-megaupload-serao-mantidos-ate-julgamento-acabar-diz-site-de-hospedagem.jhtm)
A empresa que hospeda os servidores do Megaupload enviou um documento à Justiça dos Estados Unidos afirmando que vai manter os arquivos dos mais de 50 milhões de usuários do serviço de compartilhamento de arquivos enquanto o processo é julgado. O Megaupload (http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/01/19/fbi-bloqueia-megaupload-por-distribuicao-massiva-de-pirataria-na-internet.jhtm)foi fechado em janeiro pelo FBI sob a acusação de promover pirataria em massa na internet.
Em documento à Corte Federal de Virginia (EUA), a Carpathia Hosting afirma que “não está em posição de decidir se vai destruir ou manter os dados do Megaupload sem a orientação da Justiça americana". “As alegações dos réus são suficientemente razoáveis ao afirmarem que sem uma ordem da Corte seria imprudente por parte da Carpathia ignorá-la e reconfigurar os servidores”, dizem os representantes da empresa no texto.
A empresa prossegue explicando que, enquanto o governo afirma que apenas uma amostra dos arquivos do Megaupload hospedados pela Carpathia seriam suficientes para levar adiante o processo judicial, outras partes alegam que os dados precisam ser mantidos integralmente.
O Megaupload pediu a preservação dos arquivos para preparar sua defesa para o julgamento, enquanto a EFF (Fundação Fronteira Eletrônica), que defende a liberdade de expressão para meios digitais, requisitou à Justiça do país a devolução dos dados aos usuários do serviço (http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/03/12/megaupload-luta-para-recuperar-arquivos-de-usuarios-lesados-com-fechamento-do-servico.jhtm).
A empresa de hospedagem pede à corte, no entanto, que os custos para a manutenção dos arquivos sejam assumidos pelas partes que têm interesse em mantê-los.
Desde de janeiro havia rumores sobre a possibilidade da Carpathia Hosting deletar arquivos de usuários do Megaupload, uma vez que os fundos da empresa foram congelados pelas autoridades, impossibilitando o pagamento à companhia de hospedagem de servidores.
Até que a corte finalize o julgamento, os dados estão à salvo, afirma o blog “Torrent Freak”. Mas se a Justiça americana decidir no final do processo que os dados devem ser apagados, o Carpathia terá de cumprir a ordem.
Acusações
Os EUA – que querem extraditar Dotcom -- tiraram o Megaupload do ar em janeiro por considerar que o site faz parte de "uma organização delitiva responsável por uma enorme rede de pirataria virtual mundial". A página teria causado mais de US$ 500 milhões em perdas ao transgredir os direitos de propriedade intelectual de companhias. Segundo autoridades, o serviço rendeu a seu fundador, somente em 2011, US$ 42 milhões.
O detalhamento da ação inclui lavagem de dinheiro e infrações graves de direitos autorais. A acusação diz ainda que o MegaUpload recompensava usuários -- o documento não detalha quanto -- que subiam para o site os programas mais baixados. Aqueles que faziam upload de conteúdos ilegais, como cópias de programas e DVDs de filmes populares, eram os mais bem pagos. A pena máxima pelos crimes é de 20 anos.
Dotcom tem residência fixa na Nova Zelândia e seu site era baseado em Hong Kong -- lá o serviço Megaupload está barrado desde 2009. Os serviços do Megaupload também tinham sido anteriormente bloqueados na Índia e na Malásia.
“Indústria do crime”
O FBI definiu os negócios de Kim Schmitz como “indústria do crime”. “Por mais de cinco anos, o site operou de forma ilegal reproduzindo e distribuindo cópias de trabalhos protegidos por direitos autorais, incluindo filmes – disponíveis no site antes do lançamento –, músicas, programas de TV, livros eletrônicos e softwares da área de negócios e entretenimento”, diz o órgão.
De acordo com o FBI, o modelo de negócios do site de compartilhamento de arquivos promovia o upload de cópias ilegais. Tanto é que o usuário era recompensado pelo site quando incluía arquivos que eram baixados muitas vezes. Além disso, o Megaupload pagava usuários para criação de sites com links que levavam para o serviço.
Conforme alegado no processo, os administradores do site não colaboraram na remoção de contas que infringiam direitos autorais, quando solicitados pelas autoridades. Para citar o “descaso” da empresa, o FBI comenta que quando solicitado, o site ia lá e removia apenas uma cópia, deixando disponível outras milhares de cópias do arquivo pirateado.
Milionário excêntrico
Kim Schmitz, que fez 38 anos na prisão, foi detido na mansão onde morava com a mulher grávida e os três filhos em Coatesville. Apesar de casado, o milionário era famoso por estar sempre rodeado de belas mulheres.
A casa onde ele foi preso está avaliada em US$ 30 milhões (cerca de R$ 52,7 milhões). Apesar de ter gasto cerca de R$ 5,7 milhões em uma reforma, a mansão não pertence a Dotcom: ele tentou comprá-la, mas não teve sucesso por causa de problemas na Justiça. Fez então um contrato de leasing com o proprietário.
Os policiais confiscaram ainda vários veículos de Dotcom, entre eles um Cadillac rosa de 1959 e um Rolls Royce Phantom -- este último avaliado em mais de US$ 400 mil (cerca de R$ 705 mil). Também foram confiscados jet skis.
Fonte: Uol (http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2012/04/10/arquivos-do-megaupload-serao-mantidos-ate-julgamento-acabar-diz-site-de-hospedagem.jhtm)