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Ver Verso Completa : UnB diz que descobriu fragilidade na segurana da urna eletrnica



CCV_PaTo__Balrog
23-03-2012, 05:53 PM
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Um grupo da Universidade de Braslia (UnB) diz que conseguiu, na ltima quarta-feira (21), descobrir uma fragilidade no sistema de segurana da urna eletrônica em teste organizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O evento, que comeou na ltima tera (20) e termina nesta quinta (22), rene especialistas de todo o pas, divididos em 9 equipes, que simulam ataques para avaliar a segurana do sistema eletrônico de votao.


Segundo a UnB, o time coordenado pelo professor Diego Aranha conseguiu "organizar os votos na ordem cronolgica em que foram registrados em uma das urnas". De acordo com a universidade, desta forma, o sigilo do voto eletrônico ficou comprometido, podendo ser quebrado por quem anota a ordem dos eleitores.


O presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que no houve violao da urna eletrônica durante o teste, porque os especialistas tiveram acesso a um cdigo que ajudou a testar o sistema de votao. Segundo ele, o objetivo foi buscar formas de aperfeioamento.


"Foi dentro de um ambiente controlado. Isto numa situao real seria absolutamente impossvel porque ele no teria acesso à fonte, ao algoritmo e no teria como identificar a lista com o eleitor. Ns alcanamos o objetivo e at premiamos aqueles que conseguem trazer uma contribuio para aperfeioar melhor o sistema. Para 2012, j teremos um algoritmo muito mais aperfeioado. O eleitor pode ficar tranquilo que no uma quebra, porque esta no era uma situao real e no h como vincular a sequncia de votao ao eleitor", disse o ministro.


Segundo o TSE, a equipe da UnB conseguiu refazer o sequenciamento dos votos apresentados pelo Registro Digital do Voto (RDV), "que uma lista emitida aps o processo de votao e apurao dos votos, que permite aos partidos polticos e outros interessados realizarem uma recontagem dos votos caso seja necessrio". O TSE afirma que o RDV um processo posterior, "totalmente apartado do sistema de totalizao dos votos".


O tribunal afirma que os votos digitados na urna so gravados de forma aleatria, a partir de um algoritmo computacional, o que impede seu sequenciamento, uma vez que so embaralhados digitalmente na hora em que so gravados. "O teste da equipe da UnB conseguiu, a partir do RDV, refazer a ordem com que os votos foram digitados, mas no conseguiu identificar os eleitores que efetivamente digitaram os votos no equipamento."
Na nota da UnB, o professor do departamento de Cincias da Computao, Wilson Veneziano, confirma que o feito do grupo no suficiente para fraudar uma eleio. Veneziano explica que seria preciso que um hacker ficasse guardando a ordem de votao de cada eleitor para que isso fosse possvel, pois a lista que fica na mesa arranjada em ordem alfabtica.


Segundo a universidade, o objetivo maior dos testes, que era romper a segurana e alterar a destinao dos votos de um candidato para outro, no foi alcanado por nenhum dos grupos.


Os resultados e concluses desta edio sero divulgados por Lewandowski, no prximo dia 29, em audincia pblica na sede do tribunal.


Brecha em 2009



a segunda vez que o TSE promove esse tipo de teste com a urna eletrônica. O primeiro foi realizado em 2009 e, segundo o tribunal, nenhum participante foi capaz de manipular votos. Porm, na ocasio, o especialista em tecnologia da informao Srgio Freitas conseguiu capturar ondas eletromagnticas (http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1386429-5601,00-TSE+PREMIA+%20HACKERS+QUE+DERAM+CONTRIBUICOES+PARA +O+SISTEMA+ELEITORAL.html) que, em tese, permitiriam detectar o voto do eleitor, pois, segundo Freitas, cada tecla tem um som especfico.


Na poca, ele classificou como muito improvvel a possibilidade de violao do sigilo do voto do eleitor no dia de uma eleio, pois seria invivel captar interferncias nas sees eleitorais. Pela descoberta, Freitas ganhou um prmio de R$ 5 mil. O segundo lugar foi para a equipe da Controladoria-Geral da Unio (CGU), que recebeu R$ 3 mil, e o terceiro, para o grupo da Critas Informtica, empresa privada de auditoria, que levou R$ 2 mil. A equipe conseguiu lacrar o envelope que guarda a “flash memory” da urna eletrônica sem deixar qualquer vestgio. A sugesto serviria, segundo o TSE, para aprimorar o lacre.