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Ver Verso Completa : Livro "didtico" - A nova cartilha do MEC



CCV_Kapivara
25-05-2011, 09:30 AM
Livro didtico faz a apologia do erro: exponho a essncia da picaretagem terica e da malvadeza dessa gente

Escrevi, posts abaixo, um primeiro texto sobre um livro de lngua portuguesa chamado “Por Uma Vida Melhor”, que faz a apologia do erro, embora uma das autoras tente negar o bvio. Demonstrarei a fraude intelectual e tcnica em que se sustenta a tese daqui a pouco. Comeo este texto pelo bvio: o nome pssimo. “Por Uma Vida Melhor” pode ser ttulo de livro de medicina, de religio e de auto-ajuda, mas no de lngua. Gabriel Chalita, que me l com enorme prazer secreto, vai pensar: “Esse nome me pertence”, enquanto escreve seu 437º volume sobre filosofia criativa, depois de mandar mais uma carta fofa para o padre Fbio de Melo, aquele que canta e encanta.
Ter certamente uma vida melhor o aluno que dominar o instrumental da norma culta da lngua, contra o qual o livro se posiciona abertamente. Assim, esse “instrumento didtico” que conta com o endosso do MEC, se algum efeito tiver, ser no sentido de piorar a vida do estudante; na melhor das hipteses, contribui para mant-lo na ignorância.
Onde est a fraude intelectual do negcio? Sim, um negcio! Abaixo, segue reproduzida uma pgina do livro em que os autores defendem porque perfeitamente aceitvel dizer e, fica claro!, escrever:
“Os livro ilustrado maisinteressante esto emprestado“.
Leiam. Raramente vi uma vigarice intelectual em estado to puro. Volto em seguida (se a leitura estiver difcil, clique na imagem que ela ser ampliada).

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/files/2011/05/livro-didatico2.jpg

O que vai acima s uma conversa mole descrevendo por que, para usar a linguagem tcnica, o “emissor” conseguiu transmitir uma “mensagem” eficiente. Ocorre que o fenômeno da comunicao e, por conseqüncia, da cultura vai, e tem de ir, muito alm da simples eficincia. Ora, comunicamo-nos o tempo todo por cdigos que no so verbais. Um simples arquear de sobrancelhas diz muito mais, a depender do contexto - como bem sabem todos aqueles que tm filhos adolescentes - do que um discurso articulado em palavras. Nem por isso a escola vai se ocupar agora de decodificar esses sistemas pessoais de comunicao.

Uma coisa explicar por que uma mensagem fora do padro formal da lngua funciona; outra, diferente, atestar a sua validade como uma variante da lngua. No d! Portugus no ingls, por exemplo. Na nossa lngua, os adjetivos tm flexo de gnero e nmero, e os verbos, de nmero. Quem dominar com mais eficincia esse instrumental ter vantagens competitivas vida afora. O que esses mestres esto fazendo, sob o pretexto de respeitar o universo do “educando”, como eles dizem, contribuir para mant-lo na ignorância.

Uma das autoras, Heloisa Ramos, concedeu uma entrevista ao iG e demonstrou que tem talento para humorista involuntria. Ela nega que o livro faa a apologia do erro e afirma: “Esse captulo mais de introduo do que de ensino. Para que ensinar o que todo mundo j sabe?” Boa pergunta, minha senhora! Pra que ensinar algum a falar errado se todo mundo j sabe faz-lo por conta prpria, no mesmo? Sem contar que o erro, convenham, no tem norma, certo? Cada um fica livre para comet-lo à sua maneira.

Dona Helosa tenta negar o que seu livro explicita. Acima, nas suas pginas, l-se com clareza inequvoca: “ importante que o falante de portugus domine as duas variantes e escolha a que julgar adequada à sua situao de fala”.

Fao a pergunta de sempre de Didi Moc? “Cuma???” Ao que Mussum emendaria: “S no forvis do povo!!!” Bons tempos em que falar errado era norma entre os “Os Trapalhes”!

Huuummm… Diga a, professora: quando que o erro mais adequado do que o acerto?

A mestra segue com seu talento para o humorismo na conversa com o iG:
“No queremos ensinar errado, mas deixar claro que cada linguagem adequada para uma situao. Por exemplo, na hora de estar com os colegas, o estudante fala como prefere, mas, quando vai fazer uma apresentao, ele precisa falar com mais formalidade. S que esse domnio no se d do dia para a noite, ento a escola tem que ter currculo que ensine de forma gradual” .

Uau! Entendi a preocupao. Fico c a imaginar os estudantes se martirizando, na conversa com os colegas, preocupados em empregar a norma culta, muitas vezes ensinada com o brilho que sabemos, tendo como instrumento didtico um livro como “Por Uma Vida Melhor”… De resto, como diria a doutora, por que contestar o que ningum afirmou? Quem que disse que o domnio da norma culta vai se dar do dia pra noite?

Pra que escola?
Escola lugar de formalizao do conhecimento, segundo o padro culto, sim, senhor! Como teria dito o prprio artista, para que se possa pintar como Picasso aos 70 anos, preciso saber pintar como Rafael aos 5, entenderam? O leitor sabe que este escriba mesmo mescla a tal norma culta ao uso informal e sem gravata da lngua. Para que se chegue a ter um estilo, uma escrita pessoal, preciso que se tenha o domnio do instrumental tcnico.

Ningum precisa de professor, minha senhora, para se comunicar de modo eficiente com os seus pares. Fosse assim, os analfabetos morreriam à mngua; fosse assim, Brasil afora, a nao estaria esfaimando. Os professores existem justamente para lembrar que a norma culta existe, que ela importante, que, à diferena de servir à discriminao, uma corretora de diferenas e de desigualdades.

Nem Paulo Freire…
L vou eu mexer com uma das divindades brasileiras - como se divindades humanas me constrangessem… Nem Paulo Freire ousou tanto na estupidez militante. Ele foi o criador de um mtodo de alfabetizao de adultos que se pretendia revolucionrio. A partir do chamado “universo do educando”, de uma palavra que remetesse a um objeto ou realidade que fizesse parte do seu cotidiano, iniciava-se a alfabetizao, que corresponderia, na verdade, a um processo de conscientizao poltica que conduziria à libertao. Libertao do qu? De muita coisa, mas basicamente da tirania do capital.

Tratava-se um “bobajol” formidvel, mas se diga uma coisa ao menos em defesa de Paulo Freire: sempre defendeu o uso da norma culta. Naqueles bons tempos, as esquerdas ao menos acreditavam na alfabetizao do povo - para fazer revoluo, claro!, mas acreditavam.

O neoesquerdismo do miolo mole, na sua fase de apologia do pobrismo, desistiu dessa bobagem. Esses vigaristas intelectuais esto certos de que o povo desenvolveu valores que lhe so prprios, que o distinguem da chamada “cultura da elite”. E deve ser respeitado por isso. A chegada do Apedeuta ao poder, com a sua compulso de fazer a apologia da ignorância, parece dar razo prtica a essa estupidez. At parece que a complexa equao econômica em que se meteu o petismo, tendo de conservar os fundamentos do governo anterior, foi comandada por proslitos do analfabetismo. No foi! Ao contrrio! Quem cuidou da operao foram pessoas com slida formao intelectual.

Dona Helosa, uma deslumbrada com o “povo”, no sabe quo reacionria est sendo; no tem idia do autoritarismo que est na base de sua teoria. No quero usar o exemplo pessoal. Mas sei de gente que se livrou da pobreza extrema apenas porque conseguia dominar determinados cdigos de uma cultura que no seria prpria àquela faixa de renda.

Pessoas que desrespeitam os pobres fazem de sua pobreza uma cultura alternativa. Gente decente reconhece o valor intrnseco de certas conquistas - como o domnio da norma culta da lngua - e luta para que o acesso a esse cdigo seja um direito de todos.

Ouvido, o MEC defendeu a adoo da obra como um dos livros de referncia. Algum a se surpreendeu? Para encerrar: tentamos saber por que a nossa escola to ruim. A vertente esquerdopata-sindical vai acusar a falta de recursos e os baixos salrios dos professores. No ganham bem, mas, dada a realidade brasileira, tambm no ganham to pouco. No importa! Dem um salrio milionrio à categoria, e no sairemos do pântano enquanto valores como o que orientam a estupidez acima forem influentes. Um dos fatores que conduziram o ensino brasileiro ao desastre que a est foi a substituio do contedo pelo proselitismo, trabalho conduzido pelas esquerdas “sindicalentas” da educao.

Por Reinaldo Azevedo

Texto retirado de: Livro didtico faz a apologia do erro: exponho a essncia da picaretagem terica e da malvadeza dessa gente (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/livro-didatico-faz-a-apologia-do-erro-exponho-a-essencia-da-picaretagem-teorica-e-da-malvadeza-dessa-gente/)


ps: achei engraado acompanhar alguns comentrios a favor l do blog e, nossa, cada coisa dita para desmerecer a opinio do jornalista e at justificar essa cartilha doida que ensina que errado certo 0_o. uma das maiores perolas "vai na universidade fulano para ter uma aula de lingustica, pois l tem muitos doutores e mestres no assunto..." kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, se um atentado à nossa lngua publicado como livro texto para alunos do ensino fundamental, que tipo de moral esses "doutores e mestres" tero??!! Cada qual com sua opinio e a minha bem simples: Por mim esses livros deveriam ser destrudos e os autores e todos os demais que foram responsveis, inclusive o ministro da educao (aquele mesmo que no sabe fazer ENEM) deveriam ser presos por promulgar o assassinado da lngua portuguesa -_-

aff, agora que saiu uma nova regra gramatical, esses "tericos" do MEC vm com essa presepada -_- tem que haver seleo -_-

Massena
25-05-2011, 12:14 PM
Como sempre, Kapivara e suas blbias!
usahshaushauhsauhs

CCV_Thiey
25-05-2011, 12:52 PM
Infelizmente a nossa lngua no valorizada, ns, humanos, nicos seres capazes de se comunicar atravs desse tipo de fala no damos valor à mesma.

Tudo bem que ningum perfeito, mas todos almejam ser, vergonhoso ver o MEC aprovar uma coisa dessas... e ler essas tentativas de justificativa da autora, nossa, lamentvel.

ps.: no sei se costume dele fazer posts desse tamanho, mas que foi uma bblia foi, haha.

CCV_BasketE
25-05-2011, 01:50 PM
Nossa, cada dia que passa d mais vergonha de viver aqui... O Brasil vai pra frente? S se depender dos riquinhos que podem estudar em escolas decentes mas, a maioria destes, s quer saber de cachaa e buceta... Assim fica difcil!

Athos
25-05-2011, 01:59 PM
esse governo, essas instituies publicas, estao me dando nojo...

"ninguem segue a constituio, mas acreditam no futuro da nao... que pas este?"

pois, melhoria ta no futuro da nao, no futuroo...

CCV_Kapivara
25-05-2011, 05:51 PM
Como sempre, Kapivara e suas blbias!
usahshaushauhsauhs


Infelizmente a nossa lngua no valorizada, ns, humanos, nicos seres capazes de se comunicar atravs desse tipo de fala no damos valor à mesma.

Tudo bem que ningum perfeito, mas todos almejam ser, vergonhoso ver o MEC aprovar uma coisa dessas... e ler essas tentativas de justificativa da autora, nossa, lamentvel.

ps.: no sei se costume dele fazer posts desse tamanho, mas que foi uma bblia foi, haha.

Dessa vez defender-me-ei =P

a nica coisa que escrevi mesmo foi a parte do "PS", apenas duas frases =P, o texto "grande" foi copiado integralmente da fonte, no quis mudar nada, pois gostei muito de como o jogalista "meteu o pau" no livro "didtico".

Mas voltando ao assunto: eu sempre gostei de tentar escrever o melhor possvel, no para me aparecer, mas sim porque gosto da nossa lngua, eu a considero a mais linda no mundo e uma das mais complexas. Fiquei muito preocupado quando foi aprovada a nova regra gramatical que pretende diminuir a nossa distância em relao aos outros pases que falam Portugus; minha preocupao se baseia no fato de eu no ser da rea de letras, logo no estudo as regras corriqueiramente, na verdade nem tenho essa oportunidade de ficar estudando e estudando o portugus, mas tento no deixar morrer o que j aprendi e quando apareceu a nova regra, eu me preocupei, pois sei que no terei como eu acompanhar essas mudanas e sei que meus textos teriam, agora, ainda mais erros...

Agora aparece um grupo de "estudiosos" dizendo que quem escreve errado na verdade mais um jeito "correto" de se expressar e que “ importante que o falante de portugus domine as duas variantes e escolha a que julgar adequada à sua situao de fala”, aff, ento nem precisaramos mais de escolas nessa bagaeira -_-

(N)

CCV_XNinoX
26-05-2011, 12:10 AM
"Ninguem respeita a constituio..." mas passa... eu sempre cantei "no serrado" e s estes tempos vim descobrir que era "no senado".

Foda que o povo tenta fazer a galera entender que pode ter uma flexibilidade na lingua, em se tratando de linguagem cotidiana e a culta, s que enfia tudo no mesmo balde... Ai vira zona!

Massena
26-05-2011, 11:49 AM
Dessa vez defender-me-ei =P

a nica coisa que escrevi mesmo foi a parte do "PS", apenas duas frases =P, o texto "grande" foi copiado integralmente da fonte, no quis mudar nada, pois gostei muito de como o jogalista "meteu o pau" no livro "didtico".

Ainda continua sendo uma bblia!
suahsuhaushauhsuash

Haaa... s pra constar, era pra ser bblias ali, mas acho que saiu blbias...
suahsuhaushuahs

e sim Thiey, geralmente sim!
suahsuhaushaush