CCV_ThanatuS
02-04-2011, 08:07 AM
http://oglobo.globo.com/fotos/2011/03/31/31_MHB_geoide_ESA.jpg (http://oglobo.globo.com/fotos/2011/03/31/31_MHG_geoide_ESA.jpg)
A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta quinta-feira a primeira versão do geoide produzido por seu satélite GOCE, que desde 2009 estuda a gravidade da Terra. A imagem, um tipo de esfera ideal de um oceano global livre das influências das marés e correntes, é a mais perfeita representação da variação do campo de gravidade no planeta e fundamental para o estudo da circulação dos oceanos, alterações no nível do mar e a dinâmica das placas de gelo, todas afetadas pelas mudanças climáticas. Em amarelo estão as áreas onde o satélite mediu uma maior aceleração da gravidade, enquanto em azul estão as regiões com menor aceleração.
- Chegou a hora de usar os dados do GOCE na ciência e em aplicações e estou particularmente excitado com os primeiros resultados oceanográficos - disse o professor Reiner Rummel, ex-chefe do Instituto de Astronomia e Física Geodésica da Technische Universität München, onde a ESA realiza seu quarto seminário internacional sobre as aplicações do satélite. - O GOCE nos fornecerá padrões dinâmicos da topografia e circulação dos oceanos com qualidade e resolução inéditas e tenho certeza de que estes resultados ajudarão a melhorar nosso entendimento da dinâmica dos oceanos do mundo.
Os participantes do seminário também discutem como o geoide do GOCE pode auxiliar nos avanços dos estudos sobre os oceanos e o clima, além da compreensão sobre a estrutura interna da Terra. Os dados do satélite sobre a gravidade, por exemplo, podem ajudar a formar um maior entendimento sobre os processos que causam terremotos como o que atingiu o Japão recentemente. Como o abalo foi causado pelo movimento de placas tectônicos sob a superfície do mar, ele não pode ser observado diretamente do espaço, mas os tremores deixam "assinaturas" nos dados sobre a gravidade que podem ser usados para identificar os processos que levam à ocorrência desses desastres naturais e, eventualmente, ajudar a prevê-los.
Lançado em março de 2009, o GOCE já recolheu mais de 12 meses de dados sobre o campo de gravidade terrestre. No seminário promovido pela ESA, os cientistas estão recebendo as últimas informações sobre o desempenho do satélite e detalhes dos produtos de dados e outros serviços disponíveis.
- Estamos observando um fluxo constante de excelentes dados gradiométricos do GOCE. A cada ciclo de dois meses, o modelo do campo de gravidade do GOCE está ficando cada vez melhor - contou Rummel.
http://oglobo.globo.com/fotos/2011/03/31/31_MVB_GOCE_ESA.jpg (http://oglobo.globo.com/fotos/2011/03/31/31_MVG_GOCE_ESA.jpg)
Já Volker Liebig, diretor dos Programas de Observação da Terra da ESA, destacou que o satélite se beneficiou de um período excepcional de pouca atividade solar, conseguindo se mater em órbita baixa e atingir seus primeiros objetivos seis semanas antes do previsto.
- Isso também significa que ainda temos combustível para continuar medindo a gravidade até o fim de 2012, dobrando assim a expectativa de vida da missão e acrescentando ainda mais precisão ao geoide do GOCE - comemorou.
A missão do GOCE é pioneira em vários pontos na ciência de observação da Terra. Seu gradiometro - seis acelerômetros altamente sensíveis que medem a gravidade em três dimensões - é o primeiro a ir para o espaço. O satélite também orbita o planeta na mais baixa altitude entre os satélites de observação de forma a conseguir os melhores dados sobre a gravidade da Terra. Além disso, ele usa um inovador motor de íons que gera pequenas forças para compensar a desaceleração provocada por sua passagem pelas camadas restantes da atmosfera.
- Poderíamos dizer que, em sua concepção, o GOCE mais parecia uma obra de ficção científica. Agora, ele demonstrou claramente ser uma missão de vanguarda - comentou Liebig.
Fonte:http://oglobo.globo.com/ciencia (http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/03/31/a-gravidade-da-terra-em-detalhes-ineditos-924131874.asp)
A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) divulgou nesta quinta-feira a primeira versão do geoide produzido por seu satélite GOCE, que desde 2009 estuda a gravidade da Terra. A imagem, um tipo de esfera ideal de um oceano global livre das influências das marés e correntes, é a mais perfeita representação da variação do campo de gravidade no planeta e fundamental para o estudo da circulação dos oceanos, alterações no nível do mar e a dinâmica das placas de gelo, todas afetadas pelas mudanças climáticas. Em amarelo estão as áreas onde o satélite mediu uma maior aceleração da gravidade, enquanto em azul estão as regiões com menor aceleração.
- Chegou a hora de usar os dados do GOCE na ciência e em aplicações e estou particularmente excitado com os primeiros resultados oceanográficos - disse o professor Reiner Rummel, ex-chefe do Instituto de Astronomia e Física Geodésica da Technische Universität München, onde a ESA realiza seu quarto seminário internacional sobre as aplicações do satélite. - O GOCE nos fornecerá padrões dinâmicos da topografia e circulação dos oceanos com qualidade e resolução inéditas e tenho certeza de que estes resultados ajudarão a melhorar nosso entendimento da dinâmica dos oceanos do mundo.
Os participantes do seminário também discutem como o geoide do GOCE pode auxiliar nos avanços dos estudos sobre os oceanos e o clima, além da compreensão sobre a estrutura interna da Terra. Os dados do satélite sobre a gravidade, por exemplo, podem ajudar a formar um maior entendimento sobre os processos que causam terremotos como o que atingiu o Japão recentemente. Como o abalo foi causado pelo movimento de placas tectônicos sob a superfície do mar, ele não pode ser observado diretamente do espaço, mas os tremores deixam "assinaturas" nos dados sobre a gravidade que podem ser usados para identificar os processos que levam à ocorrência desses desastres naturais e, eventualmente, ajudar a prevê-los.
Lançado em março de 2009, o GOCE já recolheu mais de 12 meses de dados sobre o campo de gravidade terrestre. No seminário promovido pela ESA, os cientistas estão recebendo as últimas informações sobre o desempenho do satélite e detalhes dos produtos de dados e outros serviços disponíveis.
- Estamos observando um fluxo constante de excelentes dados gradiométricos do GOCE. A cada ciclo de dois meses, o modelo do campo de gravidade do GOCE está ficando cada vez melhor - contou Rummel.
http://oglobo.globo.com/fotos/2011/03/31/31_MVB_GOCE_ESA.jpg (http://oglobo.globo.com/fotos/2011/03/31/31_MVG_GOCE_ESA.jpg)
Já Volker Liebig, diretor dos Programas de Observação da Terra da ESA, destacou que o satélite se beneficiou de um período excepcional de pouca atividade solar, conseguindo se mater em órbita baixa e atingir seus primeiros objetivos seis semanas antes do previsto.
- Isso também significa que ainda temos combustível para continuar medindo a gravidade até o fim de 2012, dobrando assim a expectativa de vida da missão e acrescentando ainda mais precisão ao geoide do GOCE - comemorou.
A missão do GOCE é pioneira em vários pontos na ciência de observação da Terra. Seu gradiometro - seis acelerômetros altamente sensíveis que medem a gravidade em três dimensões - é o primeiro a ir para o espaço. O satélite também orbita o planeta na mais baixa altitude entre os satélites de observação de forma a conseguir os melhores dados sobre a gravidade da Terra. Além disso, ele usa um inovador motor de íons que gera pequenas forças para compensar a desaceleração provocada por sua passagem pelas camadas restantes da atmosfera.
- Poderíamos dizer que, em sua concepção, o GOCE mais parecia uma obra de ficção científica. Agora, ele demonstrou claramente ser uma missão de vanguarda - comentou Liebig.
Fonte:http://oglobo.globo.com/ciencia (http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/03/31/a-gravidade-da-terra-em-detalhes-ineditos-924131874.asp)