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Ver Versão Completa : 110 mísseis lançados contra a Líbia hoje.



CCV_SkrilleX
19-03-2011, 07:25 PM
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Tanques e veículos militares já foram destruídos em solo, dizem franceses.
TV estatal acusa 'cruzados inimigos' de atingir alvos civis em várias cidades.

Forças de EUA, Reino Unido, França, Canadá e Itália começaram neste sábado (19) a bombardear a Líbia para tentar impedir os ataques do governo do ditador Muammar Kadhafi a civis, segundo o Pentágono.
Os ataques da coalizão, segundo o Pentágono, vão mirar a princípio instalações militares em torno das cidades de Trípoli, capital, e Misrata, em uma operação batizada de "Odyssey Dawn" (Odisseia Aurora).

Mais de 110 mísseis de cruzeiro Tomahawk foram lançados de embarcações americanas e britânicas, segundo vice-almirante Bill Gortney, diretor do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA. Foram alvejadas cerce de 20 instalações, todas na costa.

Os principais alvos são instalações do sistema integrado de defesa antiaérea e de comunicações estratégicas. Sua destruição abriria caminho para que aviões tripulados da coalizão possam sobrevoar o território líbio.
Até o momento, de acordo com o militar não há aviões americanos sobre território líbio, e não há tropas americanas no solo.

O vice-almirante também afirmou que o ataque deste sábado é a primeira fase de uma operação com múltiplas fases. Como ela ocorreu à noite no horário local, ainda iria demorar para avaliar o resultado da operação.


O presidente dos EUA, durante visita a Brasília, afirmou que autorizou uma "ação militar limitada" no país do norte da África. Assista ao lado.
O premiê britânico, David Cameron, confirmou que forças britânicas já estão em ação na Líbia. Ele disse que a operação é "necessária, legal e justa".

Os primeiros ataques deste sábado foram feitos por caças da Força Aérea da França, que destruíram alguns tanques e veículos armados. O número de veículos destruídos não foi confirmado. Os ataques começaram às 18h45 locais (13h45 de Brasília).


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Ações nos próximos dias

O chanceler da França, Alain Juppé, disse que as ações militares vão continuar nos próximos dias, até Kadhafi cumprir as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, aprovadas na quinta-feira, de cessar ataques a civis.

Segundo Juppé, o objetivo das ações é "livrar o povo líbio" de Kadhafi -apesar de isso não constar do texto da resolução das Nações Unidas.

Contestado há mais de um mês por uma revolta popular que chegou a tomar várias regiões do país, Kadhafi reagiu violentamente, o que provocou milhares de mortos e levou o país a uma situação de caos humanitário.

A comunidade internacional vinha pressionando o regime diplomatica, economica e militarmente, exigindo a renúncia do coronel, mas ele reafirmava a intenção de continuar no poder.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que a violência na Líbia deve terminar, mas disse que seu país não vai tomar parte na ação militar.

A Rússia lamentou a "intervenção armada estrangeira na Líbia", em um comunicado do porta-voz do ministério russo das Relações Exteriores, Alexandre Loukachevitch.

LuuX