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Ver Versão Completa : Entrevista com criador de True Blood (Alan Ball)



CCV_TITAM
18-12-2010, 11:03 PM
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Quinta-feira, o SOS Hollywood publicou uma entrevista com Alan Ball, criador e produtor executivo de True Blood. Ela foi feita em Los Angeles por Fábio M. Barreto e imaginem a nossa felicidade ao ver que, pela primeira vez, não precisaríamos traduzir uma entrevista para o Português. A leitura vale a pena, porque foi uma das melhores entrevistas que já lemos com o Sr. Ball, que Fábio descreveu como alguém que "tem certeza de suas criações, não foge de assuntos controversos e encara seu trabalho, ao mesmo tempo, com seriedade e diversão".

Reproduzimos abaixo algumas das perguntas e respostas. Se você quiser ler a entrevista completa, é só clicar aqui (http://www.soshollywood.com.br/entrevista-true-blood-alan-ball/).

Criar cliff hangers ainda é uma obrigação das séries? O final da terceira temporada foi algo muito bem planejado ou vocês meio que tropeçaram nele?
Não foi intencional, aconteceu organicamente. Sempre que criamos histórias busco algo que gosto de chamar de “what the fuck moment/momento PQP!”, onde basicamente quem está olhando pensa: “PQP!”, e sinto que todo episódio precisa de pelo menos um desses, ou não é um episódio digno e fica fácil deixar o espectador indeciso sobre ter gostado, ou não. Então, acho que nosso trabalho como roteiristas é tentar fazer um episódio “PQP!”, com uma base emocional, e dentro do arco da história e da mitologia daquele mundo. Especialmente agora, que o programa continua a crescer, sinto que quando trabalho com os roteiristas, não é suficiente alguém ter uma conversa sincera sobre como ele se sente, eu preciso ver algumas cabeças rolarem.

Reinventar a série a cada temporada é uma preocupação fundamental?
Acho que tentamos não nos repetir. Tentamos muito. Usamos os livros como uma base para o programa, mas os acontecimentos se distanciam especialmente entre os vampiros literários e nossas modificações. Os livros estão centrados em Sookie, contam a história dela. Então, quando ela sai de Bom Temps e ela vai a algum lugar, e ela tem uma história. Nos livros, não vemos Jason, não vemos Sam –precisamos continuar a história e contar quem são eles. Eu não tenho um plano, eu simplesmente tento descobrir qual história que é mais atraente, e com sorte, ela funciona.

Como você separa pornografia do apelo sexual de True Blood?
Pornografia tem a ver com exploração dos corpos. Arte tem a ver com almas. Não estou dizendo que True Blood seja um trabalho de arte, mas estou dizendo que não tem a ver com os corpos, tem a ver com relacionamentos. Parte do que adorei nos livros foi a mistura tão boa de horror, romance, drama, comédia e sexo em Bom Temps. Vampiros são basicamente uma metáfora para o sexo: há penetração, fluidos corporais; uma metáfora extremamente erótica, aliás. E há bastante sexo nos livros da Charlaine Harris. Acho as vidas sexuais dos personagens interessantes, aprende-se muito sobre a psique e alma de uma pessoa através do sexo. Senti que era uma parte muito orgânica e central daquele mundo e tinha que estar lá. Jason é sexualmente compulsivo, porque ele é um menininho traumatizado, e esta é uma história clássica, mas para ter um personagem que é sexualmente compulsivo, é preciso mostrar o sexo, senão, não faz sentido, né? E isso que é interessante nele, que essa é maior fonte de auto-estima para ele.

É por causa desse “teor incômodo” que True Blood precisa ser mais visceral que, digamos, Crepúsculo?
As fãs Crepúsculo são garotas de 13 anos de idade. Acho que se garotas de 13 anos que assistem Crepúsculo e o tipo de sexo que acontece lá, fossem ver True Blood e o tipo de sexo que há em True Blood, seria traumatizante. Não, True Blood é para um público diferente, True Blood é para adultos. Ponto.

Como manter o suspense se o material base é tão difundido e avançado em relação ao seriado?
Não posso me preocupar com isso, preciso criar um programa e presumir que as pessoas o estão vendo pela primeira vez. Também fazemos algumas mudanças, então não é exatamente igual ao que acontece nos livros. É muito mais fácil, de várias maneiras. O trabalho pesado foi feito. Mas é mais difícil porque não podemos seguir qualquer caminho, porque precisamos permanecer fiéis, até certo ponto, ao mundo dos livros, pois a maioria dos fãs dos livros são fãs do programa.

Sua orientação sexual afetou a abordagem do programa? Fez com que True Blood fosse mais liberal e sensível ao homossexualismo? Houve tentativa de censura?
Não sou fã da censura. Cresci sendo gay, então o mundo dos privilegiados caucasianos, heterossexuais, não é o mundo em que eu vivo. Certamente tenho sido mais sensível aos de fora (outsiders). Definitivamente, acho que me influencia, acho que sou mais sensível na abordagem. Lafayette é gay, mas também vemos mais sobre quem ele é, porque pra mim ser apenas gay não é suficiente pra um personagem, não é tão interessante.

Como anda a quarta temporada?
Começamos a filmar agora em novembro. A première acontecerá em junho.

Como você vê o vampiro ideal? É o de True Blood?
Não sei o que um vampiro deve ser, não sei o que é isso. No fim, é tudo faz de conta. Não sei como responder a isso, porque não acho que há algo definitivo no que um vampiro deve ser. Antes dos anos 70, antes do personagem de “Dark Shadows” no final dos anos 60, eles eram monstros, havia sempre um outro cara que estava lá para resgatar a garota. Depois, o vampiro se tornou o herói romântico e tudo mudou.


LoL o escritor de true blood é gay :whistle:
por isso veio aquela coisa ridicula do Lafayet com o jesus -.-''

Fonte: www.fangtasiabrasil.com (http://www.ccvgaming.com/forum/www.fangtasiabrasil.com)

makeo
11-01-2011, 11:14 AM
allan ball é foda.
tudo que ele faz é bom.
acho que o fato dele ser gay nem influencia negativamente em nada nas criações dele.