CCV_Madog
05-11-2009, 09:56 PM
http://z.about.com/d/horror/1/0/i/-/-/-/saw4poster.jpg
Data prevista de estreia: 06 de Novembro de 2009
O prazer que o ser humano tem em sentir medo está ligado ao estado de alerta causado pela tal injeção de adrenalina no corpo. Não por acaso, os filmes de terror sempre exerceram nos espectadores essa sensação ‘boa’ do medo e de ficar agoniado diante das imagens. E o sucesso do gênero é inconteste.
A franquia Jogos Mortais cumpre esta missão. Mas é pela agonia. Medo não parece ser bem a sensação escolhida pelos roteiristas e produtores de uma das séries mais sanguinolentas do cinema mundial. Desde o começo, a opção tem sido o impacto visual e a consequente repulsa ao se deparar com aquelas situações bizarras de muito sofrimento vividas (?) pelas vítimas do assassino Jigsaw e seus discípulos. Sendo assim, “você quer jogar”?
Jogos Mortais VI começa com uma pobre vítima acordando com uma máquina presa a sua cabeça e descobrindo que outro personagem, um amigo, faz parte de seu pesadelo. O que se vê em seguida é automutilação em alto grau, uma vez que a ‘brincadeira’ de Jigsaw é saber quem dá mais carne para salvar a própria vida. Qual seria sua escolha?
Diante deste início emblemático, o filme (me perdoem os fãs) segue amontoando carnes, quer dizer, cenas dilacerantes sobre a crueldade humana e a sua capacidade de só dar valor a vida quando se depara com a morte. Esta máxima de John “Jigsaw” Kramer era o fruto de seus estudos e, agora, de sua vingança. Contudo, vale o registro de que em Jogos Mortais VI você vai se deparar com uma realidade que deve fazer parte de sua vida, é objeto de preocupação e, muitas vezes, de indignação: o seguro de saúde, mais conhecido no Brasil como plano de saúde.
Em um dos diálogos, a conversa entre segurado e seguradora é sobre um pedido negado de tratamento de câncer e a diferença que existe entre países onde se paga o médico quando se precisa, ao contrário de outros (como o Brasil) onde se paga quando não precisa. E justiça seja feita: a mensagem provoca a reflexão do espectador. E a raiva só aumenta quando se expõe a fórmula usada para se calcular o valor da mensalidade em cima da expectativa de vida do segurado. “Paguei durantes anos da minha vida e agora dizem não. Vocês são criminosos. Me condenaram a morte!”, diz um personagem.
Os realizadores continuam abusando novamente dos flashbacks e Jigsaw aparece diversas vezes, seja em memórias ou também como ‘aparição’ para sua esposa Jill (Betsy Russell com mais botox) que tem o papel de abrir a misteriosa caixa recebida em Jogos Mortais V e dar início a uma nova rodada, ou seria melhor rodízio, de mortes.
O ponto alto do filme continua sendo a criatividade mórbida com as terríveis máquinas e engenhocas criadas para o jogo da morte. São balanças que decidem o destino da vítima, jatos de ar quente, ácido injetado, medidores de respiração que podem significar a morte, labirintos, mas alguns detalhes, porém, saltam os olhos, sem duplo sentido. Entre eles, a máquina criada em cima de um carrossel infantil. A cena está em dos cartazes do filme. É incrível e agoniante. Mas não dá para entender como o mecanismo detecta quem já está morto para somente parar em quem está vivo.
O funcionamento – totalmente – automático das máquinas também é absurdo. As fábricas no mundo real iriam adorar. E o mais emblemático, talvez, seja como os assassinos conseguem criar estes lugares enormes e dar um tratamento acústico tão impressionante que esconda som de tiros de escopeta, motosserras e os muitos gritos lancinantes. Deviam mudar de ramo e vender tecnologia para as casas de shows, etc.
Assim, Jogos Mortais VI não é para ser assistido, esperando algum tipo de coerência no roteiro. As licenças são muitas e não espere encontrar nada além de muito sangue, gritos e muitas mortes. A série deixou de ser armadilha para o espectador há muito tempo. Hoje, é máquina de fazer dinheiro para os produtores. O jogo é deles, mas a escolha continua sendo sua.
Fonte: Adoro Cinema
Ficha Tecnica
Diretor: Kevin Greutert
Elenco: Shawnee Smith, Tobin Bell, Betsy Russell, Costas Mandylor, Karen Cliche, James Van Patten, Shauna MacDonald.
Produção: Mark Burg, Oren Koules
Roteiro: Marcus Dunstan, Patrick Melton
Fotografia: David A. Armstrong
Ano: 2009
País: EUA/ Canadá/ Reino Unido/ Austrália
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Buena Vista Pictures
Estúdio: Twisted Pictures
Classificação: 18 anos
Trailer:
pyGyCfIabvY
Estréia amanhã,não percam 8D
Data prevista de estreia: 06 de Novembro de 2009
O prazer que o ser humano tem em sentir medo está ligado ao estado de alerta causado pela tal injeção de adrenalina no corpo. Não por acaso, os filmes de terror sempre exerceram nos espectadores essa sensação ‘boa’ do medo e de ficar agoniado diante das imagens. E o sucesso do gênero é inconteste.
A franquia Jogos Mortais cumpre esta missão. Mas é pela agonia. Medo não parece ser bem a sensação escolhida pelos roteiristas e produtores de uma das séries mais sanguinolentas do cinema mundial. Desde o começo, a opção tem sido o impacto visual e a consequente repulsa ao se deparar com aquelas situações bizarras de muito sofrimento vividas (?) pelas vítimas do assassino Jigsaw e seus discípulos. Sendo assim, “você quer jogar”?
Jogos Mortais VI começa com uma pobre vítima acordando com uma máquina presa a sua cabeça e descobrindo que outro personagem, um amigo, faz parte de seu pesadelo. O que se vê em seguida é automutilação em alto grau, uma vez que a ‘brincadeira’ de Jigsaw é saber quem dá mais carne para salvar a própria vida. Qual seria sua escolha?
Diante deste início emblemático, o filme (me perdoem os fãs) segue amontoando carnes, quer dizer, cenas dilacerantes sobre a crueldade humana e a sua capacidade de só dar valor a vida quando se depara com a morte. Esta máxima de John “Jigsaw” Kramer era o fruto de seus estudos e, agora, de sua vingança. Contudo, vale o registro de que em Jogos Mortais VI você vai se deparar com uma realidade que deve fazer parte de sua vida, é objeto de preocupação e, muitas vezes, de indignação: o seguro de saúde, mais conhecido no Brasil como plano de saúde.
Em um dos diálogos, a conversa entre segurado e seguradora é sobre um pedido negado de tratamento de câncer e a diferença que existe entre países onde se paga o médico quando se precisa, ao contrário de outros (como o Brasil) onde se paga quando não precisa. E justiça seja feita: a mensagem provoca a reflexão do espectador. E a raiva só aumenta quando se expõe a fórmula usada para se calcular o valor da mensalidade em cima da expectativa de vida do segurado. “Paguei durantes anos da minha vida e agora dizem não. Vocês são criminosos. Me condenaram a morte!”, diz um personagem.
Os realizadores continuam abusando novamente dos flashbacks e Jigsaw aparece diversas vezes, seja em memórias ou também como ‘aparição’ para sua esposa Jill (Betsy Russell com mais botox) que tem o papel de abrir a misteriosa caixa recebida em Jogos Mortais V e dar início a uma nova rodada, ou seria melhor rodízio, de mortes.
O ponto alto do filme continua sendo a criatividade mórbida com as terríveis máquinas e engenhocas criadas para o jogo da morte. São balanças que decidem o destino da vítima, jatos de ar quente, ácido injetado, medidores de respiração que podem significar a morte, labirintos, mas alguns detalhes, porém, saltam os olhos, sem duplo sentido. Entre eles, a máquina criada em cima de um carrossel infantil. A cena está em dos cartazes do filme. É incrível e agoniante. Mas não dá para entender como o mecanismo detecta quem já está morto para somente parar em quem está vivo.
O funcionamento – totalmente – automático das máquinas também é absurdo. As fábricas no mundo real iriam adorar. E o mais emblemático, talvez, seja como os assassinos conseguem criar estes lugares enormes e dar um tratamento acústico tão impressionante que esconda som de tiros de escopeta, motosserras e os muitos gritos lancinantes. Deviam mudar de ramo e vender tecnologia para as casas de shows, etc.
Assim, Jogos Mortais VI não é para ser assistido, esperando algum tipo de coerência no roteiro. As licenças são muitas e não espere encontrar nada além de muito sangue, gritos e muitas mortes. A série deixou de ser armadilha para o espectador há muito tempo. Hoje, é máquina de fazer dinheiro para os produtores. O jogo é deles, mas a escolha continua sendo sua.
Fonte: Adoro Cinema
Ficha Tecnica
Diretor: Kevin Greutert
Elenco: Shawnee Smith, Tobin Bell, Betsy Russell, Costas Mandylor, Karen Cliche, James Van Patten, Shauna MacDonald.
Produção: Mark Burg, Oren Koules
Roteiro: Marcus Dunstan, Patrick Melton
Fotografia: David A. Armstrong
Ano: 2009
País: EUA/ Canadá/ Reino Unido/ Austrália
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Buena Vista Pictures
Estúdio: Twisted Pictures
Classificação: 18 anos
Trailer:
pyGyCfIabvY
Estréia amanhã,não percam 8D