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CCV_Cromus
04-11-2009, 03:40 PM
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PHILIPS – Holanda. Multisetorial. 1891.

Philips

Você já se sentiu usado? Já comprou todos os seus filmes preferidos em VHS para depois ter que trocar tudo por DVD? Ou substituiu toda sua coleção de LP’s por CD’s novinhos, porém agora usa mesmo é MP3? Acontece que o capitalismo sempre foi movido pela inovação. Por isso se uma empresa deseja ser líder precisa inventar produtos novos. Isso dará pioneirismo ao empreendimento, deixando os concorrentes para trás. E mais: os consumidores adoram coisas novas! Os irmãos Anton e Gerard Philips sabiam bem disso. Filhos de um banqueiro, os dois juntaram um pequeno capital e passaram a produzir filamentos para lâmpadas.

Esse era um mercado em expansão na Holanda no final do século XIX. A energia elétrica começava a chegar nas casas e ninguém mais queria iluminar o ambiente com os malcheirosos lampiões. Desde o começo as lâmpadas Philips se destacavam pela qualidade. Seus filamentos eram feitos de carbono e tinham uma durabilidade diferenciada.

Obviamente os clientes aceitaram bem o produto da Philips e rapidamente os dois irmãos puderam juntar um capital considerável. Sua primeira idéia de investimento? Construir um laboratório de pesquisa, de modo que a empresa pudesse conceber produtos inovadores. Porém, a melhor idéia dos Philips foi não se restringir a determinado setor. Eles pensaram: vamos pesquisar sobre tudo que envolva energia elétrica. Como resultado, no início do século XX, já fabricavam desde peças para máquinas de raios-x até rádios.

Essa ânsia por investir em tudo deu à Philips uma oportunidade rara. Em um mundo que se tornava cada dia mais “elétrico”, eles estiveram envolvidos em grande parte das novidades que surgiam a cada ano. Sendo assim, a cada explosão de vendas de aparelhos eletrônicos, lá estava a Philips ganhando dinheiro. No início da II Guerra eles já eram os maiores produtores de rádios do mundo e introduziram no mercado os barbeadores elétricos. Com o desenvolvimento da informática, a Philips continuou presente no mercado. Produziu TV’s, lâmpadas fluorescentes, cabos de fibra ótica, entre outros.

Porém a primeira grande revolução da Philips foi colocar os LP’s de lado ao criar a compact cassette, a famosa fita K7. A outra revolução, no mesmo setor, veio já no final da década de 80 com uma das invenções mais importantes dos últimos tempos. Tudo começou quando a Sony apresentou um novo protótipo, uma tecnologia que usava laser para gravar e ler áudio. Três anos mais tarde a própria Philips apresentaria seu projeto, no entanto a empresa entendeu que seria mais lucrativo unir forças com a Sony. O resultado foi a criação do compact disc e mais tarde seu desdobramento, o CD-ROM. Em mais dez anos, também juntos com a Sony, a empresa viria a criar parte da tecnologia que deu origem ao DVD.

Tantas inovações colocaram a Philips em destaque num mercado predominantemente dominado pelos asiáticos. A prova disso está à sua volta: provavelmente na sua casa, se o aparelho eletrônico não é de uma marca da Ásia, então é Philips.

Curiosidades de sobremesa

1 – A Philips é uma empresa que criou seu império vendendo invenções. Engraçado que você pode pensar que uma invenção deve ser útil para fazer sucesso. No entanto, o bom empresário é capaz de inventar não só um novo produto, mas também inventar a necessidade de usá-lo.

2 – A invenção do DVD teve também a colaboração de um grupo de empresas que incluía a Toshiba, a Pioneer, a JVC, entre outras. Na verdade, Philips e Sony criaram um tipo diferente de DVD que, depois de um acordo, foi “misturado” ao criado por esse primeiro grupo, de forma que fosse criado um padrão para leitura do disco.

3 – O primeiro artista a vender mais de um milhão de CD’s foi o grupo Dire Straits, com o álbum Brothers in Arms. A turnê deles foi patrocinada pela Philips.

4 – O logo mais famoso da Philips era composto de um escudo com ondas e estrelas desenhados. O desenho saiu nos primeiros rádios fabricados pela empresa. As ondas obviamente uma referência às ondas de radio, enquanto as estrelas ao fundo representavam o céu no qual essas ondas se propagavam.



Fonte: Twitter