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02-10-2009, 09:49 AM
Dono de pizzaria tentou intermediar venda de prova do Enem
O proprietário da Donna Pizzaria & Restaurante, Luciano Rodrigues, entrou em contato telefônico com a Redação da Folha, apresentando homens que dizia estarem de posse de um caderno de questões do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) a quatro dias da prova.
Os repórteres Laura Capriglione e Marcos Grinspum Ferraz revelam na Folha desta sexta-feira como foi a conversa entre a Redação do jornal e o homem que tentou intermediar a venda da prova do Enem. Um dos homens citado pelo dono da pizzaria chegou a entrar em contato com a Redação por volta das 23h40 do mesmo dia, marcando um encontro com a reportagem, mas não apareceu.
O jornal "O Estado de S. Paulo", que divulgou primeiro a notícia sobre o vazamento da prova, informou que os homens pediram R$ 500 mil pelo material. Em reportagem publicada ontem, o jornal disse que não pagou pelo exame.
A oferta de compra da prova roubada também foi feita ao portal de notícias R7. Em reportagem, o portal diz ter sido procurado por um homem que mostrou um caderno com as questões do Enem que supostamente constariam da prova de domingo.
Fonte: Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u632272.shtml)
MEC poderia comprar mais de 6 milhões de livros didáticos com prejuízo do Enem 2009
R$ 30 MILHÕES: QUANTO ISSO REPRESENTA NA EDUCAÇÃO
6 milhões de livros didáticos
um ano de estudo para 19 mil alunos
205 ônibus escolares
7 milhões de entradas para cinema
Com o prejuízo provocado pelo vazamento da prova do Enem 2009, o MEC (Ministério da Educação) poderia adquirir mais de 6 milhões de livros didáticos pelo Programa Nacional do Livro Didático. Os custos de impressão dos mais de 4 milhões de jogos de provas - que serão descartados depois que a fraude foi descoberta - foram estimados em R$ 30 milhões pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (1º).
prova, que seria aplicada no próximo final de semana para mais de 4,1 milhões de candidatos, foi suspensa na madrugada desta quinta, após o MEC ter tomado conhecimento da quebra de sigilo do exame.
De acordo com Haddad, a pasta ainda não sabe se o prejuízo será arcado pelo governo ou pelo consórcio que opera a aplicação. "Nós estamos neste momento cuidando de duas questões: da realização do Enem e da apuração da responsabilidade. A partir da tarde, vamos nos debruçar sobre questões jurídicas", afirmou.
O UOL fez um levantamento para tentar dimensionar o tamanho do prejuízo dos cofres públicos. Veja em que itens da educação essa verba poderia ser investida:
6 milhões de livros didáticos
Com os R$ 30 milhões referentes aos custos de impressão do Enem, seria possível comprar mais de 6 milhões de livros didáticos.
O custo médio por exemplar é de R$ 4,87 no Programa Nacional do Livro Didático do MEC. Esse foi o valor negociado pelo programa para os títulos do ensino fundamental de 2010. A União vai pagar R$ 504.994.676,54 por 103.581.176 livros adquiridos.
Manutenção de 19 mil alunos do ensino médio por um ano
Os custos de R$ 30 milhões referentes à impressão da prova do Enem 2009 seriam suficientes para manter 19.083 alunos do ensino médio por aproximadamente um ano.
Segundo os dados mais recentes do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira), de 2007, o custo anual estimado por um aluno do ensino médio é de R$ 1.572. Esta estimativa refere-se aos gastos consolidados do Governo Federal, dos Estados e do Distrito Federal e dos municípios.
Se o cálculo for feito baseado em um estudante da educação terciária - graduação e pós-graduação - cujo custo é de R$ 12.322, seria possível manter 2.434 alunos por um ano com os tais R$ 30 milhões.
205 ônibus de transporte escolar
Esse montante também seria possível adquirir 205 veículos para levar e trazer estudantes. A estimativa foi feita com base nos valores do programa Ônibus Escolar, lançado pelo governo do Estado de São Paulo na terça-feira (29).
Foram gastos mais de R$ 94 milhões na aquisição de 645 ônibus (custo unitário de aproximadamente R$ 145.736) que serão cedidos em regime de comodato para auxílio no transporte de alunos das redes estadual e municipal de ensino.
7 milhões de meias-entradas de cinema
Segundo a Ancine (Agência Nacional de Cinema), o preço médio do ingresso de cinema no primeiro semestre de 2009 ficou em R$ 8,56, consequentemente, a meia-entrada para estudantes ficou em torno de R$ 4,28.
Com R$ 30 milhões seria possível comprar mais de 7 milhões de meias-entradas para o cinema a estudantes brasileiros.
Fonte: UOL Educação (http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/10/02/ult1811u394.jhtm)
Universidades avaliam impacto do adiamento do Enem; prejuízo é de R$ 34 milhões
O adiamento da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), anunciado nesta quinta-feira pelo MEC (Ministério da Educação), causou um prejuízo estimado de R$ 34 milhões, e gerou dúvidas sobre a utilização do exame nos vestibulares. A Unicamp, por exemplo, já informou que não sabe se irá utilizar o exame para compor a nota dos candidatos que concorrem a uma vaga na instituição.
Em decorrência do vazamento das informações, o ministro Fernando Haddad (Educação) decidiu adiar a aplicação da prova, que aconteceria neste fim de semana. Ainda segundo Haddad, o MEC já possui uma segunda prova do Enem para substituir o exame que vazou, mas o material ainda precisa ser impresso. A expectativa é que a prova aconteça dentro de 30 a 45 dias.
A Fuvest e a Vunesp (que organiza o vestibular da Unesp) informaram que os calendários para o vestibular 2010 serão mantidos até que o MEC se manifeste sobre a possível mudança nas datas de divulgação dos resultado do Enem.
A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) informou que vai manter o calendário previsto para o vestibular e que o adiamento do Enem não vai afetar o processo seletivo em nenhum dos dois modelos aplicados pela instituição: o unificado (que é o vestibular em fase única com a nota do Enem e que é aplicado em 19 cursos ministrados na instituição) e no misto (que computa a nota do Enem mais o resultado de uma prova e mais uma segunda fase de seleção e que é aplicado em sete cursos).
A UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) também disse que, em princípio, não haverá alteração na programação do processo seletivo.
Já a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) decidiu suspender as inscrições para o vestibular temporariamente, segundo nota publicada no site hoje à tarde. Segundo a instituição, nesta sexta-feira (2) deverá ser realizada uma reunião para decidir sobre a questão.
Já a UFF (Universidade Federal Fluminense) também afirmou que aguarda informações do MEC sobre as alterações no calendário do Enem para determinar, talvez, a alteração do cronograma do vestibular 2010.
A Furg (Universidade Federal do Rio Grande) anunciou que deverá prorrogar a data de divulgação dos resultados do vestibular 2009, inicialmente prevista para o dia 19 de janeiro, por causa do cancelamento das provas do Enem. Segundo a pró-reitora de Graduação, Cleuza Dias, a instituição vai aguardar o resultado do Enem que vale 50% da nota para o ingresso de candidatos na Furg.
A UFG (Universidade Federal de Goiás) também poderá deixar de usar a nota do Enem como parte do processo seletivo. De acordo com a pró-reitora de Graduação da UFG, Sandramara Matias Chaves, essa proposta será levada ao conselho da universidade que deverá se reunir na próxima semana para decidir se vai manter a nota do Enem como parte da seleção deste ano ou se só vai adotar o exame a partir de 2010.
Prejuízos
O ministro da Educação afirmou nesta quinta-feira, em Brasília, que o prejuízo com o vazamento da prova do Enem será de 30% do valor total do contrato, que custou R$ 116 milhões, segundo a pasta. Dessa forma, a perda estimada é de aproximadamente R$ 34 milhões --valor apenas das impressões. Não se sabe ainda quem deve assumir esse prejuízo.
O vazamento da prova foi denunciado pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Segundo a reportagem, o jornal foi procurado por dois homens que informaram ter recebido o material na segunda-feira (28) de um funcionário do Inep, órgão ligado ao MEC. Eles apresentaram a prova e pediram o pagamento de R$ 500 mil por ela. O jornal teve acesso a detalhes do conteúdo, que conferiram com o que o MEC tinha.
Fonte: Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u632075.shtml)
O proprietário da Donna Pizzaria & Restaurante, Luciano Rodrigues, entrou em contato telefônico com a Redação da Folha, apresentando homens que dizia estarem de posse de um caderno de questões do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) a quatro dias da prova.
Os repórteres Laura Capriglione e Marcos Grinspum Ferraz revelam na Folha desta sexta-feira como foi a conversa entre a Redação do jornal e o homem que tentou intermediar a venda da prova do Enem. Um dos homens citado pelo dono da pizzaria chegou a entrar em contato com a Redação por volta das 23h40 do mesmo dia, marcando um encontro com a reportagem, mas não apareceu.
O jornal "O Estado de S. Paulo", que divulgou primeiro a notícia sobre o vazamento da prova, informou que os homens pediram R$ 500 mil pelo material. Em reportagem publicada ontem, o jornal disse que não pagou pelo exame.
A oferta de compra da prova roubada também foi feita ao portal de notícias R7. Em reportagem, o portal diz ter sido procurado por um homem que mostrou um caderno com as questões do Enem que supostamente constariam da prova de domingo.
Fonte: Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u632272.shtml)
MEC poderia comprar mais de 6 milhões de livros didáticos com prejuízo do Enem 2009
R$ 30 MILHÕES: QUANTO ISSO REPRESENTA NA EDUCAÇÃO
6 milhões de livros didáticos
um ano de estudo para 19 mil alunos
205 ônibus escolares
7 milhões de entradas para cinema
Com o prejuízo provocado pelo vazamento da prova do Enem 2009, o MEC (Ministério da Educação) poderia adquirir mais de 6 milhões de livros didáticos pelo Programa Nacional do Livro Didático. Os custos de impressão dos mais de 4 milhões de jogos de provas - que serão descartados depois que a fraude foi descoberta - foram estimados em R$ 30 milhões pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (1º).
prova, que seria aplicada no próximo final de semana para mais de 4,1 milhões de candidatos, foi suspensa na madrugada desta quinta, após o MEC ter tomado conhecimento da quebra de sigilo do exame.
De acordo com Haddad, a pasta ainda não sabe se o prejuízo será arcado pelo governo ou pelo consórcio que opera a aplicação. "Nós estamos neste momento cuidando de duas questões: da realização do Enem e da apuração da responsabilidade. A partir da tarde, vamos nos debruçar sobre questões jurídicas", afirmou.
O UOL fez um levantamento para tentar dimensionar o tamanho do prejuízo dos cofres públicos. Veja em que itens da educação essa verba poderia ser investida:
6 milhões de livros didáticos
Com os R$ 30 milhões referentes aos custos de impressão do Enem, seria possível comprar mais de 6 milhões de livros didáticos.
O custo médio por exemplar é de R$ 4,87 no Programa Nacional do Livro Didático do MEC. Esse foi o valor negociado pelo programa para os títulos do ensino fundamental de 2010. A União vai pagar R$ 504.994.676,54 por 103.581.176 livros adquiridos.
Manutenção de 19 mil alunos do ensino médio por um ano
Os custos de R$ 30 milhões referentes à impressão da prova do Enem 2009 seriam suficientes para manter 19.083 alunos do ensino médio por aproximadamente um ano.
Segundo os dados mais recentes do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira), de 2007, o custo anual estimado por um aluno do ensino médio é de R$ 1.572. Esta estimativa refere-se aos gastos consolidados do Governo Federal, dos Estados e do Distrito Federal e dos municípios.
Se o cálculo for feito baseado em um estudante da educação terciária - graduação e pós-graduação - cujo custo é de R$ 12.322, seria possível manter 2.434 alunos por um ano com os tais R$ 30 milhões.
205 ônibus de transporte escolar
Esse montante também seria possível adquirir 205 veículos para levar e trazer estudantes. A estimativa foi feita com base nos valores do programa Ônibus Escolar, lançado pelo governo do Estado de São Paulo na terça-feira (29).
Foram gastos mais de R$ 94 milhões na aquisição de 645 ônibus (custo unitário de aproximadamente R$ 145.736) que serão cedidos em regime de comodato para auxílio no transporte de alunos das redes estadual e municipal de ensino.
7 milhões de meias-entradas de cinema
Segundo a Ancine (Agência Nacional de Cinema), o preço médio do ingresso de cinema no primeiro semestre de 2009 ficou em R$ 8,56, consequentemente, a meia-entrada para estudantes ficou em torno de R$ 4,28.
Com R$ 30 milhões seria possível comprar mais de 7 milhões de meias-entradas para o cinema a estudantes brasileiros.
Fonte: UOL Educação (http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/10/02/ult1811u394.jhtm)
Universidades avaliam impacto do adiamento do Enem; prejuízo é de R$ 34 milhões
O adiamento da prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), anunciado nesta quinta-feira pelo MEC (Ministério da Educação), causou um prejuízo estimado de R$ 34 milhões, e gerou dúvidas sobre a utilização do exame nos vestibulares. A Unicamp, por exemplo, já informou que não sabe se irá utilizar o exame para compor a nota dos candidatos que concorrem a uma vaga na instituição.
Em decorrência do vazamento das informações, o ministro Fernando Haddad (Educação) decidiu adiar a aplicação da prova, que aconteceria neste fim de semana. Ainda segundo Haddad, o MEC já possui uma segunda prova do Enem para substituir o exame que vazou, mas o material ainda precisa ser impresso. A expectativa é que a prova aconteça dentro de 30 a 45 dias.
A Fuvest e a Vunesp (que organiza o vestibular da Unesp) informaram que os calendários para o vestibular 2010 serão mantidos até que o MEC se manifeste sobre a possível mudança nas datas de divulgação dos resultado do Enem.
A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) informou que vai manter o calendário previsto para o vestibular e que o adiamento do Enem não vai afetar o processo seletivo em nenhum dos dois modelos aplicados pela instituição: o unificado (que é o vestibular em fase única com a nota do Enem e que é aplicado em 19 cursos ministrados na instituição) e no misto (que computa a nota do Enem mais o resultado de uma prova e mais uma segunda fase de seleção e que é aplicado em sete cursos).
A UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) também disse que, em princípio, não haverá alteração na programação do processo seletivo.
Já a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) decidiu suspender as inscrições para o vestibular temporariamente, segundo nota publicada no site hoje à tarde. Segundo a instituição, nesta sexta-feira (2) deverá ser realizada uma reunião para decidir sobre a questão.
Já a UFF (Universidade Federal Fluminense) também afirmou que aguarda informações do MEC sobre as alterações no calendário do Enem para determinar, talvez, a alteração do cronograma do vestibular 2010.
A Furg (Universidade Federal do Rio Grande) anunciou que deverá prorrogar a data de divulgação dos resultados do vestibular 2009, inicialmente prevista para o dia 19 de janeiro, por causa do cancelamento das provas do Enem. Segundo a pró-reitora de Graduação, Cleuza Dias, a instituição vai aguardar o resultado do Enem que vale 50% da nota para o ingresso de candidatos na Furg.
A UFG (Universidade Federal de Goiás) também poderá deixar de usar a nota do Enem como parte do processo seletivo. De acordo com a pró-reitora de Graduação da UFG, Sandramara Matias Chaves, essa proposta será levada ao conselho da universidade que deverá se reunir na próxima semana para decidir se vai manter a nota do Enem como parte da seleção deste ano ou se só vai adotar o exame a partir de 2010.
Prejuízos
O ministro da Educação afirmou nesta quinta-feira, em Brasília, que o prejuízo com o vazamento da prova do Enem será de 30% do valor total do contrato, que custou R$ 116 milhões, segundo a pasta. Dessa forma, a perda estimada é de aproximadamente R$ 34 milhões --valor apenas das impressões. Não se sabe ainda quem deve assumir esse prejuízo.
O vazamento da prova foi denunciado pelo jornal "O Estado de S.Paulo". Segundo a reportagem, o jornal foi procurado por dois homens que informaram ter recebido o material na segunda-feira (28) de um funcionário do Inep, órgão ligado ao MEC. Eles apresentaram a prova e pediram o pagamento de R$ 500 mil por ela. O jornal teve acesso a detalhes do conteúdo, que conferiram com o que o MEC tinha.
Fonte: Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u632075.shtml)