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Ver Versão Completa : A história dos games: Street Fighter



Felipe_
26-09-2009, 04:07 AM
Street Fighter pode ser considerada a franquia de jogos de luta mais famosa do mundo, derrubando concorrentes de peso, como Mortal Kombat e The King of Fighters.
Com personagens, seqüências e golpes icônicos, a série da Capcom é um verdadeiro símbolo de pancadaria virtual. Quem nunca ouviu falar de Ryu, “meia lua pra frente e soco” ou simplesmente Hadou-Ken?
Clássico nascido nos fliperamas de fichas, o game possui uma legião de fãs e admiradores.
Segue abaixo uma análise da evolução desta franquia vencedora da Capcom.

1987 – “Street Fighter”: Sim, ele existe.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/6/6c/Street_Fighter_game_flyer.png

Esquecido ou simplesmente desconhecido do público mais jovem, Street Fighter inicia a saga Ryu e Ken (os dois únicos personagens presentes em todos os games da franquia).
Lançado inicialmente para as clássicas máquinas de fliperama (Arcade), Street Fighter colocava o jogador na pele de Ryu, um lutador nipônico com cabelo vermelho, kimono branco e luvas vermelhas. Seu desafio era enfrentar uma série de rivais em lutas de trinta segundos, com até três rounds. Em caso de empate, o vencedor seria determinado pela quantidade de energia na barra de vida, localizada no topo da tela: aquele que tiver a maior energia vence.
O lutador Ken era o segundo personagem controlável, que só podia ser selecionado caso alguém entrasse no modo versus (inserindo outra ficha na máquina). Se o desafiante vencesse o primeiro jogador (que controla Ryu), ele continuaria no modo principal controlando Ken.
Entretanto, as diferenças entre Ryu e Ken eram apenas estéticas (Ken era – e ainda é – loiro, com kimono vermelho e sem luvas).
A jogabilidade do game era simples, baseada em comandos de oito possíveis direções no joystick, além de dois botões, para socos e chutes. A força do golpe variava de acordo com a intensidade com que se apertava o botão.
Essa variação de força acabou sendo abolida nas máquinas posteriores, pois confundiu os jogadores. No seu lugar foi posto o – hoje tradicional – sistema de seis botões, três para socos e três para chutes, cada um com uma intensidade diferente (fraco, médio e forte).
Os movimentos especiais também estavam presentes no game. Entretanto, não havia em nenhum lugar menções sobre tais golpes, obrigando o jogador a descobrir os movimentos para executar tais ataques (Hadou-Ken, Shou-Ryu-Ken e Tatsumaki Senpu Kyaku).
Juntamente com Ryu e Ken, o game apresentava os seguintes personagens (todos sem a possibilidade de se controlar):
Retsu, Geki, Joe, Mike, Lee, Gen, Birdie, Eagle, Adon e Sagat.
Seus desenvolvedores, Takashi Nishiyama e Hiroshi Matsumoto deixaram a Capcom após o término do game, sendo empregados pela SNK (hoje SNK Playmore). Nesta nova empreitada, os dois desenvolveram outro clássico dos games de luta: Art of Fighting e Fatal Fury.

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1991 – “Street Fighter II: The World Warrior”: O dragão ascendente.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/1/1d/SF2_JPN_flyer.jpg

Com o objetivo de atingir o sucesso que seu antecessor não conseguiu, Street Fighter II aposta em um sistema de lutas aprimorado, permitindo a seleção de oito personagens, cada um com seus golpes e características próprias. Esta possibilidade era algo inédito no mundo dos games de luta, onde todos estavam acostumados com uma modesta seleção de personagens.
Lançado inicialmente para os arcades, Street Fighter II conquistou o público e em pouco tempo já era considerado um fenômeno de vendas. Não havia fliperama no mundo que não tivesse ao menos uma máquina da Capcom rodando Street Fighter II.
A jogabilidade sofreu grandes melhorias, com movimentos mais dinâmicos e precisos, sem grande alteração de frames, como no seu antecessor. Os movimentos continuaram baseados em oito direções e seis botões.
As regras de luta sofreram poucas mudanças: lutas curtas de dois rounds, com um terceiro para desempate. Em caso de término do tempo, o vencedor continuava sendo escolhido de acordo com a sua barra de energia.
Uma novidade no game foi a inclusão de agarrões, permitindo novas táticas e combinações. Fora isso, os movimentos especiais mantiveram-se inalterados.
Além dos oito personagens selecionáveis (Ryu, Ken, E. Honda, Chun-Li, Blanka, Zangief, Guile e Dhalsim), haviam quatro personagens de uso exclusivo do computador, considerados os quatro “chefes” do game: Balrog, Vega, Sagat e M. Bison.
Existe a clássica controvérsia dos nomes de Balrog, Vega e M. Bison, onde os nomes foram alterados para evitar complicações judiciais com o pugilista Mike Tyson (originalmente, M. Bison era o nome do pugilista do game, enquanto que Balrog era o mascarado espanhol e Vega o lutador final).
A aparência de Ryu e Ken neste game é a mais próxima do que se tem hoje. Não muito distante, os demais personagens também não sofreram grandes mudanças de visual nos games que seguiram.
O sucesso do game garantiu o lançamento de uma série de expansões e edições especiais, tanto para arcades quanto para consoles.
A edição Champion Edition (Dash no Japão) trazia consigo uma série de melhoramentos na jogabilidade, visando equilibrar as partidas, além de permitir a seleção de dois personagens iguais para partidas versus, além da possibilidade de selecionar os quatro “chefes” do game.
A edição Hyper Fighting (Dash Turbo no Japão) forneceu a possibilidade de acelerar a jogabilidade, dando maior intensidade para as lutas. Isso porque, com o lançamento da Champion Edition, muitas máquinas começaram a receber modificações não oficiais para acelerar o jogo. A mudança oficial da Capcom buscava conquistar essa parcela de jogadores das máquinas modificadas. Além disso, o game ofereceu novas paletas de cores para os personagens, exceto por Bison, que continuou com seu uniforme vermelho.
Super Street Fighter II – The New Challengers foi lançado em 1993, apresentando quarto novos personagens para a gama de lutadores: Cammy, T. Hawk, Fei-Long e Dee Jay.
Além disso, o game fez uso da tecnologia CPS II, o que permitiu melhorias gráficas significativas em relação ao Street Fighter II original. Entretanto, a velocidade do game decaiu, ficando a mesma de Champion Edition.
Foi introduzida uma recompensa de pontos para seqüências de ataques (combos), ataques iniciais e contra-ataques, o que garantia uma disputa mais acirrada pela pontuação máxima (em especial nas versões para arcade).
Super Street Fighter II Turbo (X Grand Master Challenge no Japão) deu à franquia um fôlego a mais, incluindo a opção de executar um movimento especial extra, chamado de Super Combo (normalmente uma variação de algum golpe especial do personagem), após completar a barra Super Combo e executar o movimento referente ao ataque.
Além disso, foi inserida a possibilidade de se “emendar” um ataque em outro enquanto o adversário estiver em queda no ar, permitindo a execução de combos mais extensos. Esta técnica já estava presente em Champion Edition, mas de forma bem limitada.
O game também retomou a possibilidade de se aumentar a velocidade dos combates, como em Hyper Fighting.
Entretanto, a modificação de maior destaque do game é a inserção de um novo personagem: Akuma (Gouki no Japão). Akuma só podia ser selecionado com a inserção de um código na tela de seleção de personagens, e mesmo assim não possuía foto ou informações a seu respeito. Para enfrentá-lo, o jogador deveria passar por algumas condições exigidas pelo game.
Hyper Street Fighter II – The Anniversary Edition encerra a lista de edições especiais de Street Fighter II.
Lançado em 2003, o game serviu para comemorar os 15 anos da franquia Street Fighter.
O game brinda o jogador com todos os personagens da série, em suas respectivas versões: "Normal", "Champ" ("Dash" no Japão), "Turbo", "Super" e "Super T" ("Super X" no Japão).

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1995 – “Street Fighter Alpha: Warriors’ Dreams”: Recomeço da série.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/c/c3/Street_Fighter_Alpha_flyer.png

A série Alpha (Zero na Ásia, América do Sul e Espanha) é lançada com o objetivo de contar o que ocorre com os personagens entre o Street Fighter e Street Fighter II, apresentando personagens mais jovens.
A jogabilidade da série Alpha é similar com a de Street Fighter II Turbo, embora os gráficos lembrem o game Darkstalkers ou X-Men: Children of the Atom.
O game expandiu as possibilidades da barra Super Combo, dando a ela três níveis de intensidade. Também foi inserida a possibilidade de se contra-atacar um Super Combo com um Alpha Counter (ou Zero Counter, dependendo da versão do game).
Outra possibilidade era a de se defender no ar, além de poder executar um Super Combo mais potente utilizando os novos níveis da barra correspondente.
Por fim, o game brinda o jogador com o modo Dramatic Battle, onde dois jogadores controla Ryu e Ken, contra um Bison realmente poderoso. O modo é baseado no filme animado Street Fighter II: The Animated Movie.
Além dos dois personagens clássicos, o game apresenta os seguintes lutadores: Chun-Li, Charlie (Nash no Japão), Guy, Birdie, Sodom, Adon, Rose, Sagat, M. Bison, Akuma e Dan.
Street Fighter Alpha 2 (ou Zero 2) dá continuidade para a série Alpha, mantendo a jogabilidade e demais características do seu antecessor.
A mudança mais perceptível é a possibilidade de se customizar os Super Combos, pressionando botões de soco ou chute conforme se executa o Super Combo.
Akuma também se torna um personagem selecionável, deixando de ser secreto. E temos a primeira aparição de Sakura, a versão feminina e colegial de Ryu, além de Rolento, da série Final Fight.
Por fim, a edição Alpha 3 (ou Zero 3) encerra a fase Alpha de Street Fighter.
Nesta edição, temos a adição de três estilos de luta para os personagens, baseando-se nos games Street Fighter Alpha, Street Fighter Alpha 2 e Super Street Fighter II Turbo.
Outra mudança, inédita até então, foi a mudança nos temas musicais dos personagens.
A lista total de personagens do game foi expandida em comparação com o anterior, incluindo personagens como Cody, de Final Fight, Evil Ryu e Shin Akuma, além dos estreantes Juni, Juli e Karin.

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1996 – “Street Fighter EX”: Tentativa 3D.

A tentativa de inserir a franquia num mundo 3D começou com a parceria entre a Capcom e a Arika (sub-companhia da própria Capcom).
A série EX apresenta ao jogador muitas funções já presentes na série Alpha, como a barra Super Combo dividida em três níveis, bem como a possibilidade de se executar Super Combos de maneira seqüencial.
A novidade do game é a possibilidade de se penetrar na defesa inimiga com o Guard Break, que deixa o inimigo ligeiramente confuso. Tal movimento consome um nível da barra Super Combo.
Alguns meses após o lançamento de EX, a Capcom lançou a edição EX Plus, que trazia novos personagens e os chefes Garuda e Bison como personagens selecionáveis.
Por fim, houve a edição de console (para PlayStation) EX Plus Alpha, que trazia mais dois personagens para a lista: Dhalsim e Sakura.
Há também a edição EX 2, que não apresenta grandes inovações, exceto pela barra Excel Combo, que dá ao jogador a possibilidade de executar Super Combos (agora chamados de Excel Combos) de maneira similar ao de Street Fighter Alpha.
A edição EX 3, para PlayStation 2, também não trás grandes mudanças na série. Seu destaque é a emissão do Guard Break e substituição pelo Hard Attack e Surprise Blow, que não consomem um nível da barra Excel Combo. Aqui tambe´m foi inserida a possibilidade de se montar um time de até quatro personagens, que podem ser substituídos durante a luta (similar a Tekken Tag Tournament).

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1997 – “Street Fighter III: The New Generation”: Retorno ao 2D.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/d/d3/Street_Fighter_III_flyer.png

The New Generation, como sugere o nome, coloca à disposição do jogador apenas dois personagens antigos: Ryu e Ken. Os demais personagens do game são todos novos, criados para este episódio.
A jogabilidade do game é similar a de EX. Entretanto, novas possibilidades foram inseridas, como a possibilidade de se executar corridas curtas (Dash) para se aproximar ou recuar e a possibilidade de se usar um ataque específico (um tipo de pequena voadora) contra inimigos agachados.
Outra novidade é a habilidade de se esquivar de ataques sem sofrer nenhum dano, ao contrário dos bloqueios e defesas comuns. Para tanto, o jogador deveria avançar ou recuar contra o ataque inimigo no momento exato, fazendo a esquiva.
A barra Excel Combo deu lugar a barra Super Art, embora sua função fosse a mesma: exibir a possibilidade de se executar um ataque especial (Super Art). No caso, os personagens possuíam três tipos de Super Art, embora pudesse utilizar apenas um (selecionando antes do inicio da luta).
A possibilidade de se defender no ar foi suprimida do game.
Lançado oito meses depois, Street Fighter III 2nd Impact retoma os personagens clássicos do game, após a fraca recepção de New Generation.
O game possui poucas modificações em relação ao game anterior, fora os personagens. Novamente, a barra de Super Art recebe modificações, agora possibilitando ao jogador executar um EX Special, ataque especial ainda mais forte do que os ataques Super Art.
3rd Strike encerra a saga com melhoramentos e modificações sobre o sistema de esquiva, além de uma mudança no sistema de desempate (até então baseada na barra de energia): Agora, ao final da luta, o jogador recebia classificações de atributos, como a ofensividade mostrada na luta.

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2008 – “Street Fighter IV”: O retorno triunfal da série.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/e/e4/SFIVcover.jpg

Street Fighter IV fecha a lista de títulos da franquia com toda honra que a série merece.
Lançado para arcade, PC, XBox 360 e PlayStation 3, o game já vendeu mais de 2,5 milhões de cópias pelo mundo.
O game é uma tentativa bem sucedida de trazer de volta a jogabilidade e diversão de Street Fighter II: The World Warriors, mesclando algumas características de 3rd Strike, como os Dash, e ao gráficos 3D, de EX, embora o sistema de lutas continue 2D.
A jogabilidade apresenta os Focus Attacks (Saving System no Japão), que permite contra-atacar o adversário, absorvendo o ataque inimigo e preparando um contra-golpe. Outro recurso é o Ultra Combo, um ataque especial similar ao Super Art de Street Fighter III.
Trazendo todos os personagens clássicos do game, além de estréias de outros (como Gouken, mestre de Ryu e Ken e irmão mais velho de Akuma), Street Fighter IV cumpre bem o seu objetivo de retomar a diversão do clássico Street Fighter II.
Apontado pela crítica especializada como um game que traz de volta todo o brilho da série, Street Fighter IV recebeu boas avaliações. A GameTrailers afirma que “Street Fighter IV traz a lendária série de luta de volta para as suas raízes”, concedendo uma nota 9,2 de 10.
A Eurogamer não poupou elogios, afirmando que este é o “Street Fighter perfeito”, dando a nota máxima ao game. A IGN concedeu um 9,3 de 10 para o game, apontando apenas falhas técnicas, como a inserção de animações em estilo anime (desenho japonês) contrastando com o game em 3D/2D. Por fim, a GameSpot dá a nota 9 de 10, apontando problemas no modo on-line e a falta de um modo de Torneio in-game, embora ressalte a qualidade das animações dos personagens e os gráficos de modo geral.

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Street Fighter fez a minha infância mais feliz. E provavelmente não sou o único a afirmar isto. Só por isso, o game já merece o respeito, pois este deve (ou deveria) ser o objetivo de qualquer forma de entretenimento, seja ele eletrônico ou não.
Agora é esperar pelas possíveis edições especiais do game, que, como mostrado, sempre aparecem para dar vida extra ao game.

Referências e Fontes

Capcom.com
Eurogamer.net
Gamespot.com
Google.com
IGN.com
Wikipedia.org
Youtube.com

CCV_NazGuL
26-09-2009, 01:18 PM
Mto bom tópico, acho legal quando postam esse tipo de informação (só faltou as tags), eu jogo street fighter desde o dois no arcade é pra min eh o melhor jogo de luta que existe.

E o mais legal é a história, o pai de ruy fez a cicatriz em sagat e disso se desenvolve uma parte da historia e começa a parte de bison x guille etc..

DouglaZ
26-09-2009, 01:28 PM
Eu tenho o Street Fighter 4 aqui
tem até na minha tag abaixo na minha sign

quem quiser jogar
é so marcar
AUShUAHSAE

o/

CCV_Bane
26-09-2009, 03:56 PM
Muito bom o resumo da história. Esse é um jogo que fez e ainda faz parte da geração de muitos. Eu pequei a fase do street fight 2 que na epoca era pra super nes.
Acabei lendo toda a história então vo te dar reputação ;P
:palmas:

DouglaZ
26-09-2009, 04:00 PM
Muito bom o resumo da história. Esse é um jogo que fez e ainda faz parte da geração de muitos. Eu pequei a fase do street fight 2 que na epoca era pra super nes.
Acabei lendo toda a história então vo te dar reputação ;P
:palmas:


caralho bane
isso sim
que é um leitor
eu n tive saco pra ler n
só passando e lendo algumas partes
:P


vo te da reput por ter lido o topico do menino
aushuhae