CCV_Shino
29-06-2009, 11:00 AM
Jogos on-line são muito populares entre os internautas. "World of warcraft", um representante dos jogos multiplayer on-line massivos (“MMOs”), tem mais de 11 milhões de usuários em todo o mundo. No Brasil, Ragnarök e Grand Chase estão entre os mais populares, com mais de 150 mil jogadores ativos por mês.
E, é claro, criminosos resolveram tirar proveito da popularidade desses games para infernizar a vida dos usuários. A coluna Segurança para o PC de hoje fala dos ataques que envolvem jogos on-line e dá dicas para se proteger.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
A indústria do ouro virtual
http://g1.globo.com/Portal/cda/Multimateria/img/ico-ampliar-foto.gif http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21203192-FMMP,00.jpg Foto: Reprodução (http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21203193-EX,00.jpg)
Sites vendem mercadorias virtuais dos jogos por dinheiro real (Foto: Reprodução)
Games on-line são um negócio não apenas para as suas produtoras. Existe um mercado parasita (e não oficial) que vende itens e “ouro virtual”, ou seja, a moeda usada para adquirir acessórios que facilitam a vida do jogador.
Algumas empresas são criadas com o objetivo de contratar pessoas para “jogar” diversos games em busca de itens raros e ouro. Essa mercadora é depois vendida – por dinheiro real – a qualquer interessado. A prática, conhecida como "gold farming", é normalmente repudiada pela empresa desenvolvedora do game. Coibir essa prática, porém, é tarefa difícil.
De certo modo, a atividade não prejudica ninguém: as “empresas” oferecem um produto, embora virtual, para o qual há demanda. Afinal, obter esses itens e ouro no game pode ser complicado e levar tempo. Comprá-los é uma maneira de tornar o game mais divertido rapidamente. Gamers mais assíduos podem ficar irritados ao verem que outros “evoluíram” dessa forma, sem precisar superar os mesmos desafios, no entanto.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21202210-FMM,00.jpg
Level Up!, produtora do RPG 'Ragnarök', alerta para que jogador não compartilhe sua conta com terceiros e proteja sua senha. (Foto: Divulgação)
Mas o problema maior ainda é outro: o roubo de itens e ouro virtual. Existem muitos códigos maliciosos criados especificamente para roubar contas de jogos. As contas roubadas, quando não usadas para extorquir a vítima, são “zeradas”: todos os itens e ouro do gamer são transferidos para o ladrão, que irá vender tudo por dinheiro de verdade. Normalmente o gamer roubado faz login na sua conta e vê seu personagem “pelado”.
As dicas de segurança são as mesmas dadas pela coluna contra qualquer tipo de pragas digitais: tomar cuidado com os softwares que você executa, ter um antivírus, manter o sistema operacional e navegador web atualizados (para não ser vítima de ataques automatizados), etc
Ladrões de senhas de games são vírus. Os principais softwares de segurança detectam algumas ameaças, como o PWS-Mmorpg.gen (http://vil.nai.com/vil/content/v_142170.htm) (McAfee), OnlineGames (http://www.avira.com/pt/threats/section/fulldetails/id_vir/3118/tr_psw.onlinegames.o.html) (Avira) e Infostealer.Gampass (http://www.symantec.com/security_response/writeup.jsp?docid=2006-111201-3853-99) (Symantec). Em alguns casos, no entanto, os alertas dos antivírus são ignorados pelas razões explicadas mais abaixo: o programa malicioso é disfarçado de algo muito útil que o gamer quer, o que o convence a executar o software e ser infectado.
Cracks, cheats e trainers: arquivos falsos ou infectado
Há quem diga que os jogos trazem vírus ao PC simplesmente por eles serem jogos. Não é verdade. Eles são como outros programas: eventualmente uma brecha de segurança é descoberta, mas na maioria do tempo seu uso é seguro. O problema, no entanto, é o comportamento de alguns gamers perante arquivos relacionados ao seu divertimento.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21202208-FMM,00.jpg
http://g1.globo.com/Portal/cda/Multimateria/img/ico-ampliar-foto.gif http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21202219-FMMP,00.jpg Foto: Divulgação (http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21202220-EX,00.jpg)
Popularidade de jogos on-line como 'Grand chase' leva golpistas a roubarem jogadores. (Foto: Divulgação)
Jogos on-line são muito populares entre os internautas. "World of warcraft", um representante dos jogos multiplayer on-line massivos (“MMOs”), tem mais de 11 milhões de usuários em todo o mundo. No Brasil, Ragnarök e Grand Chase estão entre os mais populares, com mais de 150 mil jogadores ativos por mês.
E, é claro, criminosos resolveram tirar proveito da popularidade desses games para infernizar a vida dos usuários. A coluna Segurança para o PC de hoje fala dos ataques que envolvem jogos on-line e dá dicas para se proteger.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
A indústria do ouro virtual
http://g1.globo.com/Portal/cda/Multimateria/img/ico-ampliar-foto.gif http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21203192-FMMP,00.jpg Foto: Reprodução (http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21203193-EX,00.jpg)
Sites vendem mercadorias virtuais dos jogos por dinheiro real (Foto: Reprodução)
Games on-line são um negócio não apenas para as suas produtoras. Existe um mercado parasita (e não oficial) que vende itens e “ouro virtual”, ou seja, a moeda usada para adquirir acessórios que facilitam a vida do jogador.
Algumas empresas são criadas com o objetivo de contratar pessoas para “jogar” diversos games em busca de itens raros e ouro. Essa mercadora é depois vendida – por dinheiro real – a qualquer interessado. A prática, conhecida como "gold farming", é normalmente repudiada pela empresa desenvolvedora do game. Coibir essa prática, porém, é tarefa difícil.
De certo modo, a atividade não prejudica ninguém: as “empresas” oferecem um produto, embora virtual, para o qual há demanda. Afinal, obter esses itens e ouro no game pode ser complicado e levar tempo. Comprá-los é uma maneira de tornar o game mais divertido rapidamente. Gamers mais assíduos podem ficar irritados ao verem que outros “evoluíram” dessa forma, sem precisar superar os mesmos desafios, no entanto.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21202210-FMM,00.jpg
Level Up!, produtora do RPG 'Ragnarök', alerta para que jogador não compartilhe sua conta com terceiros e proteja sua senha. (Foto: Divulgação)
Mas o problema maior ainda é outro: o roubo de itens e ouro virtual. Existem muitos códigos maliciosos criados especificamente para roubar contas de jogos. As contas roubadas, quando não usadas para extorquir a vítima, são “zeradas”: todos os itens e ouro do gamer são transferidos para o ladrão, que irá vender tudo por dinheiro de verdade. Normalmente o gamer roubado faz login na sua conta e vê seu personagem “pelado”.
As dicas de segurança são as mesmas dadas pela coluna contra qualquer tipo de pragas digitais: tomar cuidado com os softwares que você executa, ter um antivírus, manter o sistema operacional e navegador web atualizados (para não ser vítima de ataques automatizados), etc.
Ladrões de senhas de games são vírus. Os principais softwares de segurança detectam algumas ameaças, como o PWS-Mmorpg.gen (http://vil.nai.com/vil/content/v_142170.htm) (McAfee), OnlineGames (http://www.avira.com/pt/threats/section/fulldetails/id_vir/3118/tr_psw.onlinegames.o.html) (Avira) e Infostealer.Gampass (http://www.symantec.com/security_response/writeup.jsp?docid=2006-111201-3853-99) (Symantec). Em alguns casos, no entanto, os alertas dos antivírus são ignorados pelas razões explicadas mais abaixo: o programa malicioso é disfarçado de algo muito útil que o gamer quer, o que o convence a executar o software e ser infectado.
Cracks, cheats e trainers: arquivos falsos ou infectado
Há quem diga que os jogos trazem vírus ao PC simplesmente por eles serem jogos. Não é verdade. Eles são como outros programas: eventualmente uma brecha de segurança é descoberta, mas na maioria do tempo seu uso é seguro. O problema, no entanto, é o comportamento de alguns gamers perante arquivos relacionados ao seu divertimento.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21202208-FMM,00.jpg
'World of warcraft' permite a instalação de complementos desenvolvidos por terceiros para alterar os menus ("HUD") de informação dentro do jogo. (Foto: Divulgação)
É o caso, por exemplo, dos cracks – programas feitos para burlar as proteções anticópia dos jogos. Embora a “cena” de pirataria seja séria – dentro do possível, nesse caso –, sites maliciosos tiram proveito da obscuridade e ilegalidade desse conteúdo, colocando cavalos-de-troia junto aos cracks. Nesse caso são legítimos “presentes de grego”, afinal, o internauta pensa estar baixando algo que só vai beneficiá-lo, mas na verdade o torna vulnerável.
O mesmo acontece com cheats – "trapaças" que podem envolver aplicativos – e outros plug-ins e modificações que o jogo possa ter.
Em muitos casos, o vírus é acoplado a um programa legítimo. Em outros, o programa prometido pelo criminoso nem sequer existe, sendo a própria promessa uma isca para que as vítimas baixem o software. Afinal, um programa que não existe não poderá ser encontrado em lugar nenhum senão no site malicioso.
Para se proteger, fique longe de cracks, cheats e outros plug-ins não-oficiais. Certifique-se de que a modificação de que você gostaria de ter existe. Procure relatos de pessoas que já a utilizaram e evite jogar em servidores piratas.
Falhas em jogos on-line
A revista científica IEEE Security & Privacy publicou em sua edição de maio e junho quatro artigos sobre games on-line (http://www2.computer.org/portal/web/csdl/abs/mags/sp/2009/03/msp03toc.htm). Com os games ficando cada vez mais relevantes, é bem provável que novas pesquisas vão aparecer. Infelizmente, dos quatro artigos na revista do IEEE, apenas um está disponível gratuitamente.
Uma falha de segurança é algo que permite um ataque normalmente impossível. Poderia um internauta ser infectado simplesmente ao abrir o jogo? Ao conectar num servidor? Ao receber uma mensagem no chat do servidor? A resposta para essas perguntas é normalmente a mesma: “não”. Na verdade, não deveria ser possível infectar o jogador de nenhuma forma durante a operação do jogo. Porém, caso exista uma vulnerabilidade no game, nada é garantido, e tudo pode ser possível.
Existe também o lado do servidor. Ele precisa garantir que todos os jogadores estão devidamente autenticados na rede e que não estão tentando usar nenhum tipo de trapaça. Isso pode ser difícil, e é talvez o maior desafio dos games on-line. Alguns trapaceadores insistentes chegam a recorrer às técnicas usadas por criminosos para esconder vírus no sistema para esconder o programa de trapaça.
No caso de jogos que permitem que você abra um servidor próprio, brechas que atingem o componente de servidor podem ser bem graves e é preciso atenção à existência de correções.
Para se proteger: Mantenha seu jogo atualizado. Muitos gamers já fazem isso não por segurança, mas porque os jogos on-line exigem e sempre há novos recursos ou correções de problemas significativos. É uma situação diferente do que acontece no Windows e outros programas, em que muitos não percebem os benefícios de atualizar o software. Ainda assim, vale reforçar a importância da atualização. ~~
Fonte: http://g1.globo.com/
E, é claro, criminosos resolveram tirar proveito da popularidade desses games para infernizar a vida dos usuários. A coluna Segurança para o PC de hoje fala dos ataques que envolvem jogos on-line e dá dicas para se proteger.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
A indústria do ouro virtual
http://g1.globo.com/Portal/cda/Multimateria/img/ico-ampliar-foto.gif http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21203192-FMMP,00.jpg Foto: Reprodução (http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21203193-EX,00.jpg)
Sites vendem mercadorias virtuais dos jogos por dinheiro real (Foto: Reprodução)
Games on-line são um negócio não apenas para as suas produtoras. Existe um mercado parasita (e não oficial) que vende itens e “ouro virtual”, ou seja, a moeda usada para adquirir acessórios que facilitam a vida do jogador.
Algumas empresas são criadas com o objetivo de contratar pessoas para “jogar” diversos games em busca de itens raros e ouro. Essa mercadora é depois vendida – por dinheiro real – a qualquer interessado. A prática, conhecida como "gold farming", é normalmente repudiada pela empresa desenvolvedora do game. Coibir essa prática, porém, é tarefa difícil.
De certo modo, a atividade não prejudica ninguém: as “empresas” oferecem um produto, embora virtual, para o qual há demanda. Afinal, obter esses itens e ouro no game pode ser complicado e levar tempo. Comprá-los é uma maneira de tornar o game mais divertido rapidamente. Gamers mais assíduos podem ficar irritados ao verem que outros “evoluíram” dessa forma, sem precisar superar os mesmos desafios, no entanto.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21202210-FMM,00.jpg
Level Up!, produtora do RPG 'Ragnarök', alerta para que jogador não compartilhe sua conta com terceiros e proteja sua senha. (Foto: Divulgação)
Mas o problema maior ainda é outro: o roubo de itens e ouro virtual. Existem muitos códigos maliciosos criados especificamente para roubar contas de jogos. As contas roubadas, quando não usadas para extorquir a vítima, são “zeradas”: todos os itens e ouro do gamer são transferidos para o ladrão, que irá vender tudo por dinheiro de verdade. Normalmente o gamer roubado faz login na sua conta e vê seu personagem “pelado”.
As dicas de segurança são as mesmas dadas pela coluna contra qualquer tipo de pragas digitais: tomar cuidado com os softwares que você executa, ter um antivírus, manter o sistema operacional e navegador web atualizados (para não ser vítima de ataques automatizados), etc
Ladrões de senhas de games são vírus. Os principais softwares de segurança detectam algumas ameaças, como o PWS-Mmorpg.gen (http://vil.nai.com/vil/content/v_142170.htm) (McAfee), OnlineGames (http://www.avira.com/pt/threats/section/fulldetails/id_vir/3118/tr_psw.onlinegames.o.html) (Avira) e Infostealer.Gampass (http://www.symantec.com/security_response/writeup.jsp?docid=2006-111201-3853-99) (Symantec). Em alguns casos, no entanto, os alertas dos antivírus são ignorados pelas razões explicadas mais abaixo: o programa malicioso é disfarçado de algo muito útil que o gamer quer, o que o convence a executar o software e ser infectado.
Cracks, cheats e trainers: arquivos falsos ou infectado
Há quem diga que os jogos trazem vírus ao PC simplesmente por eles serem jogos. Não é verdade. Eles são como outros programas: eventualmente uma brecha de segurança é descoberta, mas na maioria do tempo seu uso é seguro. O problema, no entanto, é o comportamento de alguns gamers perante arquivos relacionados ao seu divertimento.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21202208-FMM,00.jpg
http://g1.globo.com/Portal/cda/Multimateria/img/ico-ampliar-foto.gif http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21202219-FMMP,00.jpg Foto: Divulgação (http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21202220-EX,00.jpg)
Popularidade de jogos on-line como 'Grand chase' leva golpistas a roubarem jogadores. (Foto: Divulgação)
Jogos on-line são muito populares entre os internautas. "World of warcraft", um representante dos jogos multiplayer on-line massivos (“MMOs”), tem mais de 11 milhões de usuários em todo o mundo. No Brasil, Ragnarök e Grand Chase estão entre os mais populares, com mais de 150 mil jogadores ativos por mês.
E, é claro, criminosos resolveram tirar proveito da popularidade desses games para infernizar a vida dos usuários. A coluna Segurança para o PC de hoje fala dos ataques que envolvem jogos on-line e dá dicas para se proteger.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
A indústria do ouro virtual
http://g1.globo.com/Portal/cda/Multimateria/img/ico-ampliar-foto.gif http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21203192-FMMP,00.jpg Foto: Reprodução (http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21203193-EX,00.jpg)
Sites vendem mercadorias virtuais dos jogos por dinheiro real (Foto: Reprodução)
Games on-line são um negócio não apenas para as suas produtoras. Existe um mercado parasita (e não oficial) que vende itens e “ouro virtual”, ou seja, a moeda usada para adquirir acessórios que facilitam a vida do jogador.
Algumas empresas são criadas com o objetivo de contratar pessoas para “jogar” diversos games em busca de itens raros e ouro. Essa mercadora é depois vendida – por dinheiro real – a qualquer interessado. A prática, conhecida como "gold farming", é normalmente repudiada pela empresa desenvolvedora do game. Coibir essa prática, porém, é tarefa difícil.
De certo modo, a atividade não prejudica ninguém: as “empresas” oferecem um produto, embora virtual, para o qual há demanda. Afinal, obter esses itens e ouro no game pode ser complicado e levar tempo. Comprá-los é uma maneira de tornar o game mais divertido rapidamente. Gamers mais assíduos podem ficar irritados ao verem que outros “evoluíram” dessa forma, sem precisar superar os mesmos desafios, no entanto.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21202210-FMM,00.jpg
Level Up!, produtora do RPG 'Ragnarök', alerta para que jogador não compartilhe sua conta com terceiros e proteja sua senha. (Foto: Divulgação)
Mas o problema maior ainda é outro: o roubo de itens e ouro virtual. Existem muitos códigos maliciosos criados especificamente para roubar contas de jogos. As contas roubadas, quando não usadas para extorquir a vítima, são “zeradas”: todos os itens e ouro do gamer são transferidos para o ladrão, que irá vender tudo por dinheiro de verdade. Normalmente o gamer roubado faz login na sua conta e vê seu personagem “pelado”.
As dicas de segurança são as mesmas dadas pela coluna contra qualquer tipo de pragas digitais: tomar cuidado com os softwares que você executa, ter um antivírus, manter o sistema operacional e navegador web atualizados (para não ser vítima de ataques automatizados), etc.
Ladrões de senhas de games são vírus. Os principais softwares de segurança detectam algumas ameaças, como o PWS-Mmorpg.gen (http://vil.nai.com/vil/content/v_142170.htm) (McAfee), OnlineGames (http://www.avira.com/pt/threats/section/fulldetails/id_vir/3118/tr_psw.onlinegames.o.html) (Avira) e Infostealer.Gampass (http://www.symantec.com/security_response/writeup.jsp?docid=2006-111201-3853-99) (Symantec). Em alguns casos, no entanto, os alertas dos antivírus são ignorados pelas razões explicadas mais abaixo: o programa malicioso é disfarçado de algo muito útil que o gamer quer, o que o convence a executar o software e ser infectado.
Cracks, cheats e trainers: arquivos falsos ou infectado
Há quem diga que os jogos trazem vírus ao PC simplesmente por eles serem jogos. Não é verdade. Eles são como outros programas: eventualmente uma brecha de segurança é descoberta, mas na maioria do tempo seu uso é seguro. O problema, no entanto, é o comportamento de alguns gamers perante arquivos relacionados ao seu divertimento.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/foto/0,,21202208-FMM,00.jpg
'World of warcraft' permite a instalação de complementos desenvolvidos por terceiros para alterar os menus ("HUD") de informação dentro do jogo. (Foto: Divulgação)
É o caso, por exemplo, dos cracks – programas feitos para burlar as proteções anticópia dos jogos. Embora a “cena” de pirataria seja séria – dentro do possível, nesse caso –, sites maliciosos tiram proveito da obscuridade e ilegalidade desse conteúdo, colocando cavalos-de-troia junto aos cracks. Nesse caso são legítimos “presentes de grego”, afinal, o internauta pensa estar baixando algo que só vai beneficiá-lo, mas na verdade o torna vulnerável.
O mesmo acontece com cheats – "trapaças" que podem envolver aplicativos – e outros plug-ins e modificações que o jogo possa ter.
Em muitos casos, o vírus é acoplado a um programa legítimo. Em outros, o programa prometido pelo criminoso nem sequer existe, sendo a própria promessa uma isca para que as vítimas baixem o software. Afinal, um programa que não existe não poderá ser encontrado em lugar nenhum senão no site malicioso.
Para se proteger, fique longe de cracks, cheats e outros plug-ins não-oficiais. Certifique-se de que a modificação de que você gostaria de ter existe. Procure relatos de pessoas que já a utilizaram e evite jogar em servidores piratas.
Falhas em jogos on-line
A revista científica IEEE Security & Privacy publicou em sua edição de maio e junho quatro artigos sobre games on-line (http://www2.computer.org/portal/web/csdl/abs/mags/sp/2009/03/msp03toc.htm). Com os games ficando cada vez mais relevantes, é bem provável que novas pesquisas vão aparecer. Infelizmente, dos quatro artigos na revista do IEEE, apenas um está disponível gratuitamente.
Uma falha de segurança é algo que permite um ataque normalmente impossível. Poderia um internauta ser infectado simplesmente ao abrir o jogo? Ao conectar num servidor? Ao receber uma mensagem no chat do servidor? A resposta para essas perguntas é normalmente a mesma: “não”. Na verdade, não deveria ser possível infectar o jogador de nenhuma forma durante a operação do jogo. Porém, caso exista uma vulnerabilidade no game, nada é garantido, e tudo pode ser possível.
Existe também o lado do servidor. Ele precisa garantir que todos os jogadores estão devidamente autenticados na rede e que não estão tentando usar nenhum tipo de trapaça. Isso pode ser difícil, e é talvez o maior desafio dos games on-line. Alguns trapaceadores insistentes chegam a recorrer às técnicas usadas por criminosos para esconder vírus no sistema para esconder o programa de trapaça.
No caso de jogos que permitem que você abra um servidor próprio, brechas que atingem o componente de servidor podem ser bem graves e é preciso atenção à existência de correções.
Para se proteger: Mantenha seu jogo atualizado. Muitos gamers já fazem isso não por segurança, mas porque os jogos on-line exigem e sempre há novos recursos ou correções de problemas significativos. É uma situação diferente do que acontece no Windows e outros programas, em que muitos não percebem os benefícios de atualizar o software. Ainda assim, vale reforçar a importância da atualização. ~~
Fonte: http://g1.globo.com/