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Ver Versão Completa : 25 anos da versão de Scarface com Pacino (1983)



Juanito
10-12-2008, 03:12 AM
Terça, 9 de Dezembro de 2008

Vinte e cinco anos atrás Pacino e Brian DePalma se juntaram, e o que era de se esperar? Outro grande filme da dupla. Scarface conta a história de Tony Montana (Al Pacino), um mafioso cubano que abandona a ilha no êxodo de Mariel, em 1980, para criar um vasto império de cocaína em Miami.
Considerada uma obra prima por alguns, ou uma vulgar apologia da violência, por outros, "Scarface" (rosto de cicatriz) não deixou ninguém indiferente após sua estréia em 9 de dezembro de 1983.

Apesar de reunir todas a tríade - história de mafiosos, metragem longa e grandes atuações de Al Pacino -, o filme se teve que conformar com uma triste candidatura ao Razzie (espécie de anti-Oscar) para seu diretor, Brian de Palma.

O projeto inicial era de Martin Scorsese e Robert de Niro, mas, no final, o produtor Martín Bregman decidiu que Sydney Lumet o dirigisse a partir de um roteiro de Oliver Stone.

No entanto, Lumet abandonou o projeto, porque, como reconheceu o próprio Oliver Stone em entrevista, pensava que o roteiro era "por demasia violento e exagerado".

Brian de Palma o substitui dedicou o filme a Howard Hawks e Ben Hetch, diretor e roteirista respectivamente da primeira versão de "Scarface", de 1932, ambientada na Chicago da lei seca e onde o protagonista era Tony Camonte, um gângster italiano.

Em "Scarface" nada é pouco, ou médio, sempre excessivo: da duração à interpretação de Pacino.

Ele mesmo reconheceu que exagerou os rasgos de seu personagem.

O roteiro de Oliver Stone, como boa parte de seu cinema posterior, esquece o correto e permite que seus personagens chamem negros como "macacos",latinos como "índios" e "cucarachas", e que o mafioso Frank López (Robert Loggia), chefe de Montana, chame sua esposa Elvira (Michelle Pfeiffer), como a típica mulher que "metade da vida passa se vestindo e a outra metade se despindo.

Nos quase 170 minutos do filme o número de mortos chega a quase 100, esse número fica pequeno para enumerar as ocasiões em que Pacino conjuga o verbo "fuck", enquanto muda de arma rapidamente.

"O mundo é seu" é o lema do império montado por "Sacrface". Um mundo do qual ninguém sai imune: a Polícia, os juízes (Montana se crê capaz de subornar a Suprema Corte dos Estados Unidos com US$ 800 mil), os banqueiros e, em geral, uma sociedade hipócrita que, como ressalta Montana, necessita que haja gente má como ele para esconder suas próprias misérias.